quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

DESEMPREGO


Já não chegava esta situação que, nesta altura, já é admitida e até confirmada pelas forças públicas, a recessão, a crise, as dificuldades em posição de continuidade e até de progressão, não era bastante isso e enfrenta-se agora em Portugal uma avalanche de frio em que, mesmo em Lisboa, se anunciam baixas temperaturas cujas mínimas descerão dos 0 graus. Não somos nós que enviamos rockets a ninguém, que somos mal comportados civilmente a extremos que ofendemos qualquer religião, que andamos envolvidos em conflitos que ofendem os princípios de qual seja o grupo político, nacionalista ou religioso que tenham as suas convicções místicas. Nesse sentido, nós, portugueses, portamo-nos bem. É caso, por isso, para perguntar se haverá algum deus que se sinta ofendido com a forma como conduzimos o nosso comportamento, ao ponto de estarmos a merecer castigos que nos façam modificar o caminho que levamos. Se não há, pois parece…
O desemprego, que não é, de facto, uma epidemia que nos toca particularmente, na nossa situação tão débil é verdadeiramente um mal que traz consequências de várias espécies. E uma delas é, sem dúvida, o aumento de criminalidade, dado que a escassez de meios, até a fome levam a que o ser humano perca a cabeça e entre por caminhos que, de outra forma, não experimentariam. Por isso, o trabalho conseguido deverá ser um bem que, por menos boas que sejam as condições que se obtêm, tem conveniência em ser mantido e, por isso, um trabalhador deverá fazer todos os possíveis para fazer com que a empresa onde actua não sofra revezes de falta de encomendas ou de produção deficiente. Isto, para dizer que não é compreensível que se continuem a fomentar greves e que até os sindicatos, que deveriam acautelar as suas acções reivindicativas por forma a que baixassem as exigências, pelo menos até que a situação difícil que se atravessa seja ultrapassada. Mais vale ter um emprego, ainda que não seja o ideal, do que não ter trabalho em parte nenhuma! Poderão os reivindicadores profissionais escandalizarem-se, até à fúria, com esta afirmação, mas eu dou o braço a torcer e não recuso pensar nesta altura de forma contrária como me rebelava na época da ditadura salazarista ou marcelista. É que os tempos são outros e nós temos que nos adaptar às circunstâncias que nos rodeiam em cada momento da nossa vida. Mais de 500 mil desempregados em Portugal é um número que não é possível suportar. E é isso que sucede neste momento. Por mais razão que tenham alguns sectores que reclamam e vêm para a rua com as suas bandeiras e as frases fabricadas por chefões, não deixem de levar em conta essa fatalidade de não ter trabalho. E os professores não estão excluídos desta norma, devendo todos pensar que quem os orienta, esses lá vão mantendo o emprego de comandar as hostes. E alguns até ganham bem!...

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