sexta-feira, 16 de maio de 2008

OS EXEMPLOS


E, em relação ao que afirmo no texto imediatamente anterior, resta-me desabafar desta maneira:
Assistir, permanente e excessivamente, à presença de figuras na televisão que, não tendo nada a ver com a política, influem - digo eu - no comportamento de muitos políticos, sobretudo dos que aspiram pelo maior mediatismo possível, essa teimosia de um canal televisivo em fazer aparecer um pseudo-engraçado que, pelos vistos, não conseguiu compreender que andou sempre enganado no estilo que escolheu, tal imposição poderá ter influência, no mau sentido, na maneira de se mostrarem publicamente, na actualidade que atravessamos, certas figuras da política.
Não deixo por mãos alheias a explicação do que digo. Refiro-me a essa personagem que, sobretudo agora que vê fugirem-lhe os entusiasmos dos espectadores, convencidos como já parecem estar de que se tratou de um engano colectivo, tudo anda a fazer para se impor, para não desaparecer pela porta do fundo, para mostrar aos que descobriram, finalmente, que se tratou sempre de um cómico sem graça, que o êxito que conseguiu alcançar foi bem merecido. Esse é o seu convencimento.
Refiro-me, está bem de ver, a esse luso-alemão que dá pelo nome de Herman José.
E acrescento mais: è uma pena que o muito dinheiro que ganhou este homem público não lhe tivesse servido para encontar um pouco de bom senso, de auto sentido crítico.
Salvaguardadas as devidas distâncias, olho agora para José Sócrates e penso que, também o político, necessita de olhar-se mais ao espelho e emendar aquilo que lhe dizem que não dá para se elogiar.
Uma crítica a tempo consegue, por vezes, o milagre de um bom desvio do caminho seguido.

2 comentários:

Marta disse...

isso não será revanche pela caricatura que ele fez da sua mulher Filipa Vacondeus no Tal Canal ? (considerado o melhor programa de TV de sempre de Portugal ?)

Rui Esteves disse...

"Pior cego é aquele que não quer ver".
Frases bonitas e textos bem escritos nem sempre demonstram inteligência e intelectualidade.
Que pena, até aqui pensei que era uma pessoa diferente, com sentido de humor...mas pelo que agora noto parece me que a sua aparente|exterior capacidade de aceitação do sucesso alheio não são coisas que lhe agradem muito.

Com os melhores cumprimentos de um antigo admirador seu,

Rui Esteves