
EU CONTINUO a insistir na tese de que todos nós - os que já somos crescidinhos mas sobretudo os que estão a dar ainda os primeiros passos nesta luta de praticar continuadamente a Democracia -, todos nós, repito, não nos devemos convencer que já sabemos tudo e de que não necessitamos de lições, como se ouve constantemente sair da boca dos políticos profissionais, sobretudo quando levantam a voz na Assembleia da República. Cada vez mais temos provas de que, em especial por parte daqueles que maior obrigação deveriam assumir do resultado dos poucos anos ainda que decorreram desde que esse estilo de política foi implantado em Portugal, o exercício da Democracia se encontra bastante longe de ser praticado com naturalidade, sem ser necessário ser feito o esforço de raciocinarmos cada vez que temos de tomar uma atitude ou de pronunciar uma afirmação.
Não, por cá, 36 anos apenas após ter caído o regime totalitário anterior, não tendo passado pelo menos duas gerações de gente nascida já em plena prática democrática (e pior ainda, porque nas escolas primárias ainda não foi implantada a disciplina por que eu tanto tenho clamado, o que poderá adiantar bastante a mentalidade dos portugueses das novas gerações), é evidente que nos situamos longe da naturalidade que é fundamental para que, a exemplo do que sucede com os cidadãos ingleses (já com 300 anos de uso daquele formato) e mesmo assim nem todos, saibamos respeitar a opinião dos outros e não impúnhamos os nossos pareceres, batendo com o pé no chão a clamar por ela ser a única verdadeira e merecedora de ser seguida por toda a gente.
No nosso Parlamento, a cada passo se dá conta de que os deputados que ali são colocados por vontade dos cidadãos – diz-se – não exercem esse direito, pois existe uma imposição a que se dá o nome de “disciplina partidária” e que limita grandemente aquilo que individualmente será o ponto de vista de cada um. Quer dizer, na hierarquia de cada grupo partidário existem os seres maiores, os mais capazes, segundo eles próprios, os que estipulam o que devem pensar e fazer politicamente os que se situam em posições menores. Esta é a regra. É certo que, para existir uma força partidária, tem de se formar um bloco, dado que, de outra maneira, não era possível contar com “maiorias partidárias”. Daí se dar cada vez mais razão à frase de que a Democracia é a menos má das políticas, o que quer dizer que “boa política” é coisa que não existe…
Agora, como sucede nesta altura com a questão de se recorrer ou não ao referendo, os partidos não se encontrarem de acordo quanto a votarem favoravelmente ou não e sabendo-se que, dentro de cada grupo, existem deputados que são ou não favoráveis a tal proposta, aí se constata que não é a opinião de cada um que conta, mas sim aquilo que os chefes desses representantes do povo decidem. A não imposição da disciplina do voto é, de facto, a solução mais democrática para este caso, se bem que, aquilo que se denomina por “unidade do partido” seja uma necessidade imperiosa para que se possam “contar espingardas” antes de ser tomada uma decisão.
É a tal coisa: a menos má das políticas!...
Não, por cá, 36 anos apenas após ter caído o regime totalitário anterior, não tendo passado pelo menos duas gerações de gente nascida já em plena prática democrática (e pior ainda, porque nas escolas primárias ainda não foi implantada a disciplina por que eu tanto tenho clamado, o que poderá adiantar bastante a mentalidade dos portugueses das novas gerações), é evidente que nos situamos longe da naturalidade que é fundamental para que, a exemplo do que sucede com os cidadãos ingleses (já com 300 anos de uso daquele formato) e mesmo assim nem todos, saibamos respeitar a opinião dos outros e não impúnhamos os nossos pareceres, batendo com o pé no chão a clamar por ela ser a única verdadeira e merecedora de ser seguida por toda a gente.
No nosso Parlamento, a cada passo se dá conta de que os deputados que ali são colocados por vontade dos cidadãos – diz-se – não exercem esse direito, pois existe uma imposição a que se dá o nome de “disciplina partidária” e que limita grandemente aquilo que individualmente será o ponto de vista de cada um. Quer dizer, na hierarquia de cada grupo partidário existem os seres maiores, os mais capazes, segundo eles próprios, os que estipulam o que devem pensar e fazer politicamente os que se situam em posições menores. Esta é a regra. É certo que, para existir uma força partidária, tem de se formar um bloco, dado que, de outra maneira, não era possível contar com “maiorias partidárias”. Daí se dar cada vez mais razão à frase de que a Democracia é a menos má das políticas, o que quer dizer que “boa política” é coisa que não existe…
Agora, como sucede nesta altura com a questão de se recorrer ou não ao referendo, os partidos não se encontrarem de acordo quanto a votarem favoravelmente ou não e sabendo-se que, dentro de cada grupo, existem deputados que são ou não favoráveis a tal proposta, aí se constata que não é a opinião de cada um que conta, mas sim aquilo que os chefes desses representantes do povo decidem. A não imposição da disciplina do voto é, de facto, a solução mais democrática para este caso, se bem que, aquilo que se denomina por “unidade do partido” seja uma necessidade imperiosa para que se possam “contar espingardas” antes de ser tomada uma decisão.
É a tal coisa: a menos má das políticas!...

Sem comentários:
Enviar um comentário