
NÃO PODIA SER de outra maneira. Um País geograficamente situado com um oceano todo à sua volta, a Ocidente e a Sul, e as costas entupidas por um vizinho, tinha de ter na pesca uma fonte de rendimento que tem origem desde o início da nacionalidade e que, por ventura, já era prática das populações anteriores. Antes, pois, da exploração das terras como modo de vida dos habitantes, seguramente que os peixes que abundariam junto às costas constituíam uma forma de alimentação dos lusitanos, iniciando-se aí a saída para o mar salgado de embarcações que o homem foi construindo. De resto, esse terá sido também o início da tentação para a descoberta do mistério marítimo, o que deu ocasião depois à iniciativa histórica de ir investigar o que se passava para lá do que a vista humana alcançava ao contemplar a linha do horizonte.
Durante séculos, a prática da pesca constituiu uma maneira de subsistência de sucessivas famílias, especialmente aquelas instaladas nas áreas marítimas. E, para além dos espaços mais perto da costa, a busca de espécies mais rentáveis mas oriundas de mares longínquos levou a que os pescadores se aventurassem pelos oceanos adentro e se dirigissem para o Norte, sabendo-se que era aí que o bacalhau se desenvolvia e, por isso, tal especialidade começou a constituir um prato obrigatório dos portugueses. E até hoje, se bem que nesta altura não seja já um prato dos pobres.
Os séculos, os anos, os tempos foram passando e, para além dos vizinhos espanhóis, que também enveredaram por essa via da pesca profissional, outras nacionalidades desenvolveram, técnica e economicamente, a devastação dos mares, ao ponto de se ter chegado agora a uma situação que poderá representar o princípio do fim de muitas espécies, sobretudo porque a prática do arrasto não elimina a captura de peixes sem tamanho mínimo para terem interesse de consumo. Sobretudo os oriundos de países orientais, como o Japão, utilizando meios muito sofisticados, dedicaram-se à perseguição de pescados de grande porte, como baleias e tubarões, o que tem provocado alguma preocupação por parte do resto do mundo, que não consegue convencer essa gente de que faz mal em querer satisfazer a sua guloseima com o prato das barbatanas de tubarão.
Mas, no que diz respeito a Portugal, para não fugir à regra, também nesta área nos situamos numa posição inferiorizada, que não condiz com o passado marítimo de que somos detentores e com a escala que atingimos no campo da pesca profissional. Temos vindo a perder progressivamente uma posição que nos coube durante longos tempos. Começando por abater embarcações, a troco de subsídios recebidos da então CEE, não sendo capazes de encarar o futuro que nos surge agora, ficámo-nos pelo caminho. Haja quem se ufane por tais decisões de govrnantes que já nem se sabe quem foram!
Durante séculos, a prática da pesca constituiu uma maneira de subsistência de sucessivas famílias, especialmente aquelas instaladas nas áreas marítimas. E, para além dos espaços mais perto da costa, a busca de espécies mais rentáveis mas oriundas de mares longínquos levou a que os pescadores se aventurassem pelos oceanos adentro e se dirigissem para o Norte, sabendo-se que era aí que o bacalhau se desenvolvia e, por isso, tal especialidade começou a constituir um prato obrigatório dos portugueses. E até hoje, se bem que nesta altura não seja já um prato dos pobres.
Os séculos, os anos, os tempos foram passando e, para além dos vizinhos espanhóis, que também enveredaram por essa via da pesca profissional, outras nacionalidades desenvolveram, técnica e economicamente, a devastação dos mares, ao ponto de se ter chegado agora a uma situação que poderá representar o princípio do fim de muitas espécies, sobretudo porque a prática do arrasto não elimina a captura de peixes sem tamanho mínimo para terem interesse de consumo. Sobretudo os oriundos de países orientais, como o Japão, utilizando meios muito sofisticados, dedicaram-se à perseguição de pescados de grande porte, como baleias e tubarões, o que tem provocado alguma preocupação por parte do resto do mundo, que não consegue convencer essa gente de que faz mal em querer satisfazer a sua guloseima com o prato das barbatanas de tubarão.
Mas, no que diz respeito a Portugal, para não fugir à regra, também nesta área nos situamos numa posição inferiorizada, que não condiz com o passado marítimo de que somos detentores e com a escala que atingimos no campo da pesca profissional. Temos vindo a perder progressivamente uma posição que nos coube durante longos tempos. Começando por abater embarcações, a troco de subsídios recebidos da então CEE, não sendo capazes de encarar o futuro que nos surge agora, ficámo-nos pelo caminho. Haja quem se ufane por tais decisões de govrnantes que já nem se sabe quem foram!

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