quarta-feira, 6 de maio de 2009

MODISMOS DA LÍNGUA PORTUGUESA



No nosso País, a língua que falamos tem sofrido, por temporadas, modas que se aplicam no fraseamento que utilizamos, em particular, nas classes situadas no ambiente social que se encontra entre os menos desenvolvidos intelectualmente e os que se encontram na escala logo a seguir, sendo certo que, neste conjunto, estão colocados bastantes intervenientes na política, sejam profissionais desse ofício ou se tratem de pessoas que surgem, com frequência, nas televisões, a efectuar os seus comentários.
Pois, nesta altura e desde há já um certo tempo, o que se encontra na boca da maioria das personagens que botam fala pública, é a expressão “fazer sentido”. Que é usada por tudo e por nada e fazendo ou não, de facto, sentido.
“Faz todo o sentido” é a maneira que encontram bastantes palradores que, para concordar com um passo dado, geralmente por alguém que milita na mesma posição política, não encontra outra maneira de aplaudir do que aquela de afirmar que vão ambos na mesma direcção… no mesmo sentido.
Sim, porque tem de ter esse significado o uso e abuso de tal frase, muito embora, na verdade, haja que concordar que existem outras expressões muito mais apropriadas. Fazer sentido ou não fazer sentido só têm justificação se apreciamos uma forma de dizer algo em termos gramaticais, isto digo eu, que procuro sempre não seguir modismos linguísticos, sobretudo porque prezo excessivamente o nosso idioma e a sua história para fazer dela uma praticante de vícios e de hábitos que não têm nada a ver com a vida própria ela deve ter. Bem sei que as línguas são vivas e, portanto, é com o seu uso pelo povo e, às vezes, a sua deturpação na forma de pronunciar as vogais e ou as consoantes que acabam por produzir, ao longo dos anos, a criação de novos vocábolos. É o que ocorreu, por exemplo, com a palavra "combro", da calçada, que começou por ser "Cúmulo", o alto de uma subida. Mas isso é outra coisa.
Portanto, todas as palavras ou expressões que “pegam” na forma de falar de um certo número de nacionais, só porque ouviram outros empregá-la … e gostaram, todas elas que têm tido a sua época e depois acabam no esquecimento o que merecem é que não façam nunca parte do nosso vocabulário.
Aquele horroroso portanto, que se seguiu a um outro pois, que também teve a sua época, pelos vistos caiu no olvido e hoje já poucos utilizam. Mas o que está, nesta fase, a entrar pelos nossos ouvidos, numa insistência doentia que faz parte obrigatória dos discursos de um enorme número de faladores, é esse tempo de verbo que pretende sublinhar aquilo que fica expresso e que, segundo os praticantes desses vício, fazem questão de salientar. Refiro-me ao despropositado digamos que é colocado sempre a seguir ao que acaba de ser dito e que, sobretudo os discursadores de sentenças saídas com ênfase por parte dos seus autores, vaidosos pelo que acabam de proferir, entendem que se encaixa bem na exposição que se encontram a fazer.
Que pena que nós, portugueses, que deveríamos fazer todos os esforços para que a nossa língua seguisse um rumo que fosse de fortalecimento, de aumento da sua riqueza, nos embrenhemos em modismos que, esses sim, não fazem o menor sentido.

2 comentários:

Anónimo disse...

qe poorcarrica :@

Anónimo disse...

Porcaria o caralho, está muito bom, me ajudou muito, vê se aprende o português antes de vim falar algo.