
Por mais condescendência que se procure ter – e eu falo por mim -, chega a esgotar-se a paciência perante situações que são divulgadas com enorme pompa e que, comparativamente a outros casos que podem e devem ser considerados com ismos de todas as espécies, não passam de vulgaridades, dos chamados exageros que só servem para distrair os cidadãos daquilo que merece ser encarado com interesse.
Um caso que invadiu hoje a comunicação social foi o do acidente que provocou o próprio ao conduzir o seu automóvel a caminho dos treinos no Manchester United, às 10 horas e 20 minutos (e a precisão da hora também é importante!). Trata-se, como não podia deixar de ser, de Cristiano Ronaldo, o rapaz que é notícia por namorar, por deixar a namorada, por ter comprado casa nova, por andar às compras em Londres, por ter ido no seu avião particular à Madeira, por estar na piscina, por andar a apanhar sol em qualquer local exótico e num hotel de muitas estrelas, por isto, por aquilo… e por nada!
O carro que ficou destruído é avaliado em cerca de 350 mil euros, mas ele é proprietário de mais alguns, todos de alto luxo e cujo valor total se estima em cerca de um milhão de euros… Isto num jovem que é originário de uma família de baixos recursos e que, graças à sua inegável habilidade para jogar futebol, atingiu uma condição de vida que se pode considerar excessivamente elevada, ultrapassando todos os valores que, com bom senso, se podem catalogar de confortáveis.
Só que o mundo é assim. As pessoas, por muito que o desmintam, são invejosas. E só o prazer de assistir a uns tantos beneficiados com as fortunas ultra-rápidas e com os gastos sumptuosos dos mesmos, só isso faz vender jornais e ligar televisões para todos se babarem com tamanhos desperdícios que esses bem-aventurados provocam.
Claro, que cada um é dono do dinheiro que ganha e tem toda a liberdade de o gastar como entender. Mas lá que os que são ricos de nascença e nunca tiveram a noção exacto do que são carências, mesmo sem desculpa se sintam afastados dos que são forçados a dormir ao frio e a comer aquilo que lhe dão, até certo ponto isso é algo compreensível Mas os outros, os que, na infância viram por perto a escassez de meios, ainda que não tenham sido miseráveis, e que, na sua adolescência, por qualquer motivo, mesmo legítimo, foram envolvidos pela fartura desmedida, esses bem poderiam, não deixando de auxiliar a família, dada a largueza enorme de meios, deitar a mão a tantos casos que existem pelo mundo de aflitiva e revoltante fome. E, sobretudo, o que lhes competiria era fugir das notícias escabrosas, das câmaras de televisão, dos fotógrafos, dos pesporrências da fartura ofensiva. Eu, cristianos ronaldos deste mundo já não suporto. Passo as notícias deste género e não leio nem os títulos. E, se fosse hoje, director de um jornal, não propagava nas minhas páginas nem os que são jogadores inflamados, nem os que se intitulam “condes”, cantores desafinados, “jets sets” e outros que tais.
Um caso que invadiu hoje a comunicação social foi o do acidente que provocou o próprio ao conduzir o seu automóvel a caminho dos treinos no Manchester United, às 10 horas e 20 minutos (e a precisão da hora também é importante!). Trata-se, como não podia deixar de ser, de Cristiano Ronaldo, o rapaz que é notícia por namorar, por deixar a namorada, por ter comprado casa nova, por andar às compras em Londres, por ter ido no seu avião particular à Madeira, por estar na piscina, por andar a apanhar sol em qualquer local exótico e num hotel de muitas estrelas, por isto, por aquilo… e por nada!
O carro que ficou destruído é avaliado em cerca de 350 mil euros, mas ele é proprietário de mais alguns, todos de alto luxo e cujo valor total se estima em cerca de um milhão de euros… Isto num jovem que é originário de uma família de baixos recursos e que, graças à sua inegável habilidade para jogar futebol, atingiu uma condição de vida que se pode considerar excessivamente elevada, ultrapassando todos os valores que, com bom senso, se podem catalogar de confortáveis.
Só que o mundo é assim. As pessoas, por muito que o desmintam, são invejosas. E só o prazer de assistir a uns tantos beneficiados com as fortunas ultra-rápidas e com os gastos sumptuosos dos mesmos, só isso faz vender jornais e ligar televisões para todos se babarem com tamanhos desperdícios que esses bem-aventurados provocam.
Claro, que cada um é dono do dinheiro que ganha e tem toda a liberdade de o gastar como entender. Mas lá que os que são ricos de nascença e nunca tiveram a noção exacto do que são carências, mesmo sem desculpa se sintam afastados dos que são forçados a dormir ao frio e a comer aquilo que lhe dão, até certo ponto isso é algo compreensível Mas os outros, os que, na infância viram por perto a escassez de meios, ainda que não tenham sido miseráveis, e que, na sua adolescência, por qualquer motivo, mesmo legítimo, foram envolvidos pela fartura desmedida, esses bem poderiam, não deixando de auxiliar a família, dada a largueza enorme de meios, deitar a mão a tantos casos que existem pelo mundo de aflitiva e revoltante fome. E, sobretudo, o que lhes competiria era fugir das notícias escabrosas, das câmaras de televisão, dos fotógrafos, dos pesporrências da fartura ofensiva. Eu, cristianos ronaldos deste mundo já não suporto. Passo as notícias deste género e não leio nem os títulos. E, se fosse hoje, director de um jornal, não propagava nas minhas páginas nem os que são jogadores inflamados, nem os que se intitulam “condes”, cantores desafinados, “jets sets” e outros que tais.

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