
ESTE MOMENTO já nenhum comentador, daqueles que, ainda há pouco tempo atrás, se refugiavam com meias tintas para não dizer claramente que a situação económica e social, para não dizer política, que essa já se encontra em segundo plano, era das mais aflitivas e perigosas com que, alguma vez, o nosso País se deparou, face à impossibilidade de continuarem a fazer esse papel de optimistas de serviço não escondem que, sem dúvida, a situação actual e, sobretudo, a que está ai a aparecer e que se vai arrastar pelos anos seguintes, vai fazer sofrer de forma intensa a população nacional. E dizem e escrevem isso com todo o aspecto de que, da mesma forma que é uma das desculpas de José Sócrates, o “mundo mudou nuns poucos dias”, fazendo crer que se trata de uma surpresa, pois nada indicava que a crise evoluísse no sentido que tomou, e não tendo a humildade de reconhecer que, quem não se dispôs a dizer a verdade, sobretudo tratando-se de economistas (as excepções, poucas, são louváveis), não fez mais do que temer desagradar ao primeiro-ministro, provavelmente por razões profissionais ou seja de retiradas de mordomias em empresas públicas onde se encontrarão a exercer as suas tarefas.
Mas, adiante. Eu não pretendo colocar-me nos bicos dos pés, mas quem tem acompanhado este meu blogue há já um certo tempo, meses até, e especialmente os que me enviaram comentários açudando-se de estar a assustar a população com as chamadas “desgraças” que eu anunciava, esses, se forem honestos, embora essa posição não ajude em nada para a resolução do problema, terão que reconhecer que teria sido útil aos portugueses se, com tempo, tivessem começado a usar uma outra política nos gastos – os que dispõem de meios para o fazer, é claro -, e refiro-me, como tem de ser notório, não aos pobres que lutam há muito tempo com dificuldades e/ou se encontram no desemprego, evitando endividar-se para adquirir casas, carros, férias, etc., que bem poderiam aguardar para outra altura mais oportuna.
Mas eu não sou nem chefe de um Governo, nem ministro das finanças. E, apesar de ser denominado várias vezes, no meu círculo de relacionamento, como tendo frequentemente razão antes de tempo, não se trata de uma regra infalível e eu mesmo me interrogo sobre a validade desta característica que, com frequência, só me faz sentir mal por não ter podido interferir para evitar o pior em situações que me podem também atingir ou não.
Perante as dívidas que já se conhecem, quer do Estado quer dos bancos e também da população portuguesa em geral, em nome próprio ou de empresas, face à consciência que não nos pode faltar sobre a maneira de podermos liquidar nas datas estabelecidas, não disfarçando quanto à pesada herança que deixamos aos nossos vindouros, o que é que se pode dizer daquele “orgulho” – palavra que eu abomino – que tanto se usa por cá por tudo e por nada, de nós, portugueses, sabermos solucionar os problemas, ainda que seja através da característica do desenrasca. Só que, neste caso, não parece ser uma forma concreta de termos um bom jogo de cintura.
Quem cá estiver, que pague… e não refile. Se a China, o Brasil e até a Índia, são exemplos de prosperidade, contrariando a generalidade das situações por esse mundo fora, pode ser que as emigrações, que estão tanto no nosso sangue, se orientem para tais paragens, então não como descobertas mas como praias de salvação.
Quem cá estiver que se desenrasque!
Mas, adiante. Eu não pretendo colocar-me nos bicos dos pés, mas quem tem acompanhado este meu blogue há já um certo tempo, meses até, e especialmente os que me enviaram comentários açudando-se de estar a assustar a população com as chamadas “desgraças” que eu anunciava, esses, se forem honestos, embora essa posição não ajude em nada para a resolução do problema, terão que reconhecer que teria sido útil aos portugueses se, com tempo, tivessem começado a usar uma outra política nos gastos – os que dispõem de meios para o fazer, é claro -, e refiro-me, como tem de ser notório, não aos pobres que lutam há muito tempo com dificuldades e/ou se encontram no desemprego, evitando endividar-se para adquirir casas, carros, férias, etc., que bem poderiam aguardar para outra altura mais oportuna.
Mas eu não sou nem chefe de um Governo, nem ministro das finanças. E, apesar de ser denominado várias vezes, no meu círculo de relacionamento, como tendo frequentemente razão antes de tempo, não se trata de uma regra infalível e eu mesmo me interrogo sobre a validade desta característica que, com frequência, só me faz sentir mal por não ter podido interferir para evitar o pior em situações que me podem também atingir ou não.
Perante as dívidas que já se conhecem, quer do Estado quer dos bancos e também da população portuguesa em geral, em nome próprio ou de empresas, face à consciência que não nos pode faltar sobre a maneira de podermos liquidar nas datas estabelecidas, não disfarçando quanto à pesada herança que deixamos aos nossos vindouros, o que é que se pode dizer daquele “orgulho” – palavra que eu abomino – que tanto se usa por cá por tudo e por nada, de nós, portugueses, sabermos solucionar os problemas, ainda que seja através da característica do desenrasca. Só que, neste caso, não parece ser uma forma concreta de termos um bom jogo de cintura.
Quem cá estiver, que pague… e não refile. Se a China, o Brasil e até a Índia, são exemplos de prosperidade, contrariando a generalidade das situações por esse mundo fora, pode ser que as emigrações, que estão tanto no nosso sangue, se orientem para tais paragens, então não como descobertas mas como praias de salvação.
Quem cá estiver que se desenrasque!
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