sábado, 13 de agosto de 2011

O TEMPO


O relógio marca as horas
Do tempo que vai passando
Do tempo que vai matando
Esperanças e demoras
Imparável no avanço
Cada dia e cada hora
Sem regresso, se vai embora
Na labuta, sem descanso

O ontem já é história
O hoje vive-se à pressa
Desejando que se esqueça
O qu’está na memória
Só o amanhã é talvez
Não se sabe o que será
Nem mesmo s’algo virá
Só s’espera a nossa vez

Neste corrida do tempo
Ficar p’ra trás não agrada
Parar é que não é nada
É até um contratempo
Andar sempre a desoras
Mas p’ra quê tanta corrida
Se em tudo nesta vida
O relógio marca as horas ?

TEMPO PERDIDO



Vítor Gaspar de seu nome, o novo ministro das Finanças que substituiu um outro que também atravessou um período de lamúrias e de más notícias – ainda que não tivesse nunca tido a coragem de se culpabilizar, a si e ao Executivo de que fazia parte com um Sócrates sempre a bater no peito e a gritar que era o melhor -, tem agora que suportar com a necessidade de remediar todas as travessuras que foram produzidas por demasiado tempo e cabe-lhe a difícil tarefa de convencer o sacrificado povo de que o mal que é imposto é rigorosamente nece4ssárioo e que o que vem a seguir ainda será pior.
Estamos, pois, numa fase comparável à que se tem de suportar quando, no hospital, temos de encarar com a realidade de o médico ter de dar o golpe no furúnculo que deita pus, pelo que lhe temos de gritar que corte, mas depressa! E que não deixa nada por espremer, pois que se é forçoso sofrer o sacrifício, que seja quanto mais depressa melhor…
Ainda que os governantes actuais já não escondam, como sucedia antes, as realidades e o primeiro-ministro dê um ar de clareza que nunca deveria ter faltado no nosso meio político, a verdade é que ainda não foi claramente expresso ao povo português, com palavras simples e sem “digamos” de nenhuma espécie, faltando uma exposição feita em conjunto, do Governo e do próprio Presidente da República, mesmo assim ainda há uma grande parte da população que não se compenetrou ainda da situação penosa que nos envolve. E a prova é que, perante alguns concertos com artistas estrangeiros que nos visitam, em que os preços são elevados em euros, se forma filas de entusiasta aderentes, dormindo até nas noites anteriores junto às bilheteiras para adquirirem as suas entradas, o que demonstra que, especialmente a juventude, não tomou ainda consciência de que o que espera os habitantes deste Pais é um futuro penoso e que seria bom irmo-nos, todos, preparando para enfrentar as realidades que nos vão ser apresentadas.

Digo isto, mas bem podia estar calado. Nada disto já remedeia o tempo que perdemos nestes trinta e tal anos depois da Revolução…
Jé me referi aqui a uma necessidade imperiosa de ser incluídas escolas primárias uma aula prática de Democracia, para que os jovens alunos comecem a usá-la com a maior naturalidade, sabendo ouvir os outros e só falando quando chegasse a sua vez e tenham alguma coisa de útil para dizer, procurando ser o mais úteis possível à sociedade, mas isso não foi ainda considerado como útil e é pena, porque estamos a perder um tempo precioso. De resto aquilo que se vê, cada vez em maior número, de paredes gatafunhadas de rabiscos feitos por gente seguramente jovem que não entendeu ainda aonde deve chegar a bossa liberdade sem interferir na dos outros…

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

DAR DE BEBER À DOR

Quem bebe pelo que for
nem precisa de motivo
o dar de beber à dor
é coisa de quem está vivo

O normal não era isso
mas sim beber p’la saúde
mas p’ra ser um bom castiço
assim bem melhor s’ilude

O fado pede desgraça
bem choradinha canção
com navalha e com murraça

e se se apanha um pifão
a coisa tem mesmo graça
e a dor já tem razão

PORRA!....

ESTIVE AUSENTE do contacto diário através do meu blogue, durante todo este mês de Agosto que está a decorrer e até agora, em virtude desta máquina infernal – que eu digo que ainda está por inventar – ter resolvido fazer greve e me colocar na posição de observador inquieto e em que, por sinal, ao longo deste período também ocorrera acontecimentos que davam razão a que ficasse expressa a minha opinião, por mais insignificante que ela fosse.
O facto de ter ficado a digerir o mau gosto das notícias que foram divulgadas na comunicação social retirou-me a vontade que em mim sempre tive de desancar os causadores e de dizer tudo o que me sairia caneta fora. É, pois, com alguma serenidade que pego agora ao de leve no assunto principal, mas, mesmo assim, não posso esconder que o meu desânimo por fazer parte do núcleo dos seres humanos me leva a não ir a fundo na questão, como me apetecia na altura.
Refiro-me, já terão adivinhado, às ocorrências divulgadas e que tiveram a Grã-Bretanha como palco principal. Se bem que o comportamento do Homem não seja coisa que me provoque surpresas, quando é atingido um nível que não merece o mínimo de desculpas, como foi o que ocorreu e que, noutras partes do Mundo, também sucede, face a isto não posso suspender o grito que me sai das entranhas e largar um “PORRA!” bem alto.
Não admira, portanto, que, noutras circunstâncias e observando directamente o que se passa connosco, aquilo que, mesmo com mudança de Governo, não ocorreu ainda e que é o tal murro na mesa por parte dos mais responsáveis que estão agora na condução do destino imediato de Portugal e que, sem percas de tempo, determinem as medidas que há que tomar, sendo que muitas delas nem necessitam de grande coragem, ainda que tenham de fazer sofrer alguma coisa os portugueses, mas que se tratam de acções que custarão mais se forem deixadas para depois, não observando tal atitude dentro das regras democráticas - que as há, op que se precisa é de f orça de vontade -, contemplando o tempo a passar e o pouco a ser feito fico bastante desanimado.
Há que economizar o mais possível em todas as frentes, há que produzir o triplo e o quádruplo do que ocorre agora, há que diminuir drasticamente o número de desempregados, há que pôr as contas públicas em ordem e não falhar nos salários e nas ajudas no sector da saúde, da educação e da justiça. Esses em primeiro lugar. Logo, não se podem admitir greves, atitudes de esperteza saloia, modos de sacar dinheiro por vias ilícitas, sejam com ordenados ou com reformas inadmissíveis, numa palavra, ainda que se tenham de pôr de parte certas regalias que a Constituição admite, mas que só são aceitáveis em épocas de abundância de recursos, como também terá que entrar em funcionamento, sem perca de tempo, uma nova forma de pôr os tribunais a funcionar rápida e eficientemente, e olhar com atenção para as leis laborais sendo enfrentadas de forma a que se reduza drasticamente o número de portugueses que se encontram sem trabalho e não admitindo modos de fugir ao que interessa a todo o País, não se aceitando as habilidades que se conhecem para trabalhar pouco e ganhar muito, tendo tudo isso em vista, cada dia que passa sem que saiamos da cepa torta” é m ais um passos para a derrocada.
Comecei por me referir ao que se tem passado em várias cidades inglesas, com Londres à cabeça. Foi um exemplo que também tem a ver connosco, pois ninguém está em condições de garantir que algo semelhante não poderá passar-se por cá. O que aliás já se verifica, sobretudo naqueles bairros onde há uma quantidade de população oriunda de zonas no estrangeiro e que estão a gozar de facilidades que não são úteis aos próprios nem as que cá nasceram.
Extremismos, sejam eles quais forem, de religião, de cor de pele, de ideologias políticas, tudo isso tem que ser castigado severamente. E é isso que também o Executivo de Passos Coelho, já que é a ele que lhe cabe a tarefa de conduzir politicamente o nosso País, tem de dar mostras de ser capaz de fazer.
Eu, por mim, farto de lamuriar em relação ao que não veja que façam os que têm essa obrigação, só posso agora gritar um PORRA bem alto. Se com isto não se conseguir nada, então façamos todos as malas e partamos para outro mundo, que este não merece que nos inquietamos…
Deixemos de falar demasiado e passemos a produzir muitíssimo mais. Não pode ser apenas o medo à Troyka que nos faz dar uns passitos medrosos, sempre a olhar para os que têm a vara na mão e que nos podem voltar a castigar.
Se há que fazer, pois que façamos sem necessidade de nos mostrarem o caminho. Vale mais sofrer agora, mesmo que seja muito, do que assistirmos ao descalabro que vai ser deixado em herança aos que estão ainda por nascer.
É feia a palavra? Pois será. Mas se for gritada com a força necessária para dar mostras de que não vamos prosseguir no “dolce fare niente” dos políticos que termos tido e dos que estão aí, então mais vale que nos chamem hoje malcriados, do que mais tarde se referirem a nós com o desprezo que se dedica a quem é incapaz de lutar…


Mais vale dizer palavrões, por mais feios que eles sejam, mas fazer obra do que serenos muito bem comportados de língua e só sair das nossas mãos o que não resolve os problemas!...

Nem est ando a ser sujeitos a exames seguidos do grupo da Troyka para verficarem se estamos a fazer bem o trabalho a que nos obrigámos, essa vergonha poderia ao menos servir para darmos pressa e eficiência ao que nos cabe solucionar. Mas qual quê? Somos portugueses e isso basta!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

QUEM, COMO EU, CHEGA à idade de 81 anos feitos, com uma vida plena de acontecimentos devido à profissão que abracei, de jornalista, e face ao aproveitamento de todas as circunstância que foram surgindo, pertante os acontecimentos de que vai tendo conhecimento, não só em Portugal mas igualmente por esse mundo fora, com alternâncias de locais e de povos, posto que o ser humano, seja ele qual for, não faz outra coisa que não seja provocar situações de desentendimento, face a isso chega ao ponto de não poder suportar mais tanto desassossego e o panorama que nos é apresentado e que é tão funesto.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A PACIÊNCIA TEM LIMITES

TODOS OS SERES HUMANOS têm o seu tempo para suportar os acontecimentos com que se defrontam, quer directamnente quer por via das notícias que chegam cada vez com mais frequência e mais causadores de ultrapassarem os limites da paciência e do suporte que se vai gastando.
O que se passa actualmente no mundo inteiro e até na velha Inglaterra em que se tem conhecimento das barbaridades que alumas massas populacionais provocam, ao ponto de serem cometidos graves actos que só com uma mão pesada da Justiça é que poderá servir de exemplo para que não se tornem tais ac ções como normais, tudo isso que é dado a conhecer ao mundo, cada vez mais cheio de gente inítil, parece estar a constituir aquilo que o ecesso de gente a habitar o espaço terrestre, as más condições de vida que não dão iundicações de melorarem, o desemprego que se instalou e que não há iandicações de que termine tão cedo - se é que isso vai suceder alag uma vez -, essa situação só serve para nos convencer que, se existe uma crise econmómica e financeira, a crise maior será a de os próprios habitantes terrestres que não contribuem para que se meta a mão nas consciências e os Homens aceitem a grande verdade que é de que se necessita urgentemente de reduzir dos 7 mil mil milhões de habitantes para talvez metade, enso essa a única forma de não haver os excedentes que s~´ao a c ausa de todos os conf itos com que nos defrontamos.

É por isso que eu tenho afirmado neste blogue que uma guerra mundial, em que as destruições em massa acxabariam por dar trabalho e obra para refazer e os consumos também se reduziriam substancialmente, isso seria a maneira de o Mundo encontrar, talvez, uma nova razão de satisfazer as suas necessidades.

Bem sei que esta sugestão é violenta. Mas se houver outra melhor que seja apresentada. Eu, por mim não a vislumbE por hoje, completamente destroçado por acompanhar as notoícias que nos chegam da situação na Grã Bretanha e também noutras zonas, não acresento mais nada. Talvez amanhã me surja alguma onda de benevolência.

















































Da mesma maneira que se alterou o sistema que me permitia diariamente escrever o meu blogue, também se alterou o endereço e agora sou visto com o endereço josvacondeus.blopspot.com.




Espero que continui a valer a pena ler os meus textos e os meus poemas.Não posso oferecer outra coisa.
ALTERAÇÃO DE MORADA

Novo blog na pagina: www.josvacondeus.blogspot.com

sábado, 30 de julho de 2011

EXAME


Quanto mais eu procuro o saber
mais longo vejo caminho à frente
e toda a minha ânsia d’aprender
mal chegou julgando-me inteligente
Quanto mais penso que sei
Menos ciência terei

Conviver com alguém que sabe mais
ouvir da sua boca coisas novas
em mim até provoca vendavais
fazendo-me descobrir belas provas
Meter a mão na consciência
Faz descobrir a carência

Se depois de muito caminho andado
pleno de bons actos como de maus
todo o conhecimento armazenado
não chegou para elevar os graus
Onde está então o saber
Mesmo pouco mas a valer?

Se outra coisa não for conseguida
ao longo de toda a vida passada
ao menos que se dê certa guarida
ao que se aprendeu em tal cruzada
Quem sabe se no derrame
Alguém fará um exame

AICEP POR EXEMPLO



TENHO ESTADO PROPOSITADAMENTE silencioso no que se refere a comentários sobre os acontecimentos que têm sido presenciados na nossa Terra, exactamente porque considerei que seria muito mais próprio não adiantar aplausos ou críticas a quem surgia para ocupar umas funções tão delicadas e de enorme responsabilidade, a quem recebia um presente que vem carregado de explosivos e que, só por isso, seria mais apropriado dar tempo a que tomassem lugar nas suas cadeiras e, só depois, surgir a tentar prestar algumas opiniões que possam servir para que a equipa aproveite e não faça como a anterior que sabia tudo e não dava mostras de precisar de pontos de vista oriundos dos portugueses.
Venho só agora referir-me a um tema que, não sendo minimamente novo na minha colecção de assuntos que considero de primeira importância para podermos avançar rapidamente na reconstrução deste País não produtivo, nem por isso foi referido no período da propaganda eleitoral e mesmo depois, já com o elenco ministerial constituído. Na verdade, a ideia com que fico é que a maior parte das figuras que querem dar mostras de que andam preocupadas com a situação que atravessamos, não se referem a um ponto que, no meu entender, constitui uma das principais acções que deveriam ser tomadas de imediato a peito, posto que, no capítulo de tornar Portugal uma Nação que produza e exporte, não bastam os conselhos proferidos nas discursatas sem resultado prático, pois o que é preciso é verificar-se uma actuação bem estudada para que, passados tempos, se comecem a obter os resultados positivos.
Vamos, pois, a isso:
É bem sabido que o interior do nosso País, por ter vindo a ser abandonado há já demasiadas anos, pois que a falta de apoio técnico aos agricultores, sobretudo aos possuidores de menores dimensões de terras que, com a produção que obtinham, e que não conseguiam manter as famílias a viver nos locais onde nasceram e cresceram, foi isso que obrigou a deslocarem-se para as zonas nacionais da beira-mar, naturalmente com preferência para as regiões em redor das grandes cidades, para não referir a enorme emigração que voltou a interessar aos nossos nacionais que foram forçados a deixar abandonadas, o que produziu o que está hoje à vista de todos e que é assistirmos a áreas enormes abandonadas sem produção.
Este é um sector que me inquieta não ter visto ser referido, nas inúmeras recomendações que foram feitas pelos políticos quando andam na busca de votos, um assunto que tem de ser considerado como prioritário, não só no capítulo da produtividade nacional como também no de serem encontradas actividades para o grande número de desempregados que vai aumentando cada dia que passa.
Mas não é apenas isto que deve constituir uma das prioridades que os governantes devem levar em conta. É que, por outro lado, sendo Portugal o País europeu com maior área marítima diante de si, tendo a pesca já sido um dos grandes factores de criação de riqueza e de modo de vida de muita população, passou também a ser subalternizada e perdemos um elemento tão valioso que não só abastecia os portugueses como servia como elemento de exportação para o estrangeiro que não dispunha nem dispõe de zonas de captura marítima.
Isto, no capítulo da agricultura e da pesca, mas outras actuações existem que não se conformam com a limitação dos políticos ao apontamento de passagem dos factos e não se assista à mais pequena acção prática no sentido de modificar todo o panorama, o que compete, como é óbvio, para além das iniciativas privadas, do estímulo e ajuda que o Estado tem de dar para criar as estruturas que entusiasmem os cidadãos a dar os passos que lhes competem.
Vou ser mais explícito:
No capítulo das terras abandonadas no interior do País, é evidente que o sistema legal em que vivemos não permite que o Estado actue directamente nas propriedades que a Constituição que temos protege. Haverá, por isso, como primeiro passo para solucionar este problema e outros que se mantêm e nos não dão alternativa para passaremos a ser uma Nação desenvolvida, que criar formas legais para não permitir que os bens que não são aproveitados através da sua rentabilidade – e aí cabem as térreas abandonadas – se mantenham na posse dos que serão legítimos proprietários, mas que, com a sua inacção, não contribuem para o enriquecimento que se torna cada vez mais fundamental que não seja negado à Pátria de todos. Trata-se de uma atitude que “cheira” a políticas ditatoriais que já foram aplicadas em zonas onde o poder da força se sobrepunha àquilo que hoje está tão divulgado e que se refere às liberdades que, com toda a sua beleza, só é possível seguir quando os países em causa não estão a ser vítimas de crises de vária espécie, como é a que está a inundar várias partes do mundo e de que a Europa é a principal sofredora.
Tenho de me revoltar interiormente para admitir este tipo de medidas, mas se a Democracia, a tal “menos má das políticas”, não tem meios de solucionar problemas que surgem em certas fazes da vida dos países, só existem duas formas de actuar: ou entrar na banca rota e sofrer as consequências financeiras e sociais que daí advêm ou juntar forças e salvar de qualquer modo da morte a terra que nos viu nascer.
Então, no caso das habitações por ocupar, como é o que se verifica em Lisboa – mas não só -, em que se encontram milhares de apartamentos vazios e em que os arredores se incham de gente que tem de encontrar as suas residências, não haverá uma legislação que obrigue os proprietários a não manter vazios os referidos andares e lhes seja imposta uma renda que, por um lado, se ajuste ao seu valor mas também crie uma movimentação de arrendatários por forma a não se manterem zonas abandonadas – como é o caso das “baixa” lisboeta à noite.
E no mar? Então não se trata também de uma actuação imediata o fazer com que o Atlântico à nossa frente se encha de embarcações pesqueiras, particularmente dando trabalho aos estaleiros que, como sucedeu agora ao de Viana do Castelo, fechou as portas e despediu os trabalhadores?
No meio disto tudo, existindo há vários anos, entre nós, uma instituição oficial denominada AICEP (recentemente acrescentou-se-lhe no princípio do nome a letra A, Deus saberá porquê!), a qual teve desde o início como objectivo abrir portas nos mercados estrangeiros para a exportação dos nossos produtos, mas não só isso, sobretudo agora, em que se impõe convencer empresas industriais de fora virem instalar-se no nosso País, mesmo que, para isso, as Câmaras Municipais ofereçam terrenos em lugares convenientes e o Estado facilite todas as diligências para que não existam burocracias incomodativas e tão ao nosso gosto, de molde a que tudo seja facilitado e até algumas compensações fiscais pudessem e devessem estimular as instalações de tais novas empresas que, como obrigação teriam a de só poderem dar trabalho a portugueses.
Aquilo a que se assistiu na Assembleia da República, em que a estreia do primeiro-ministro deixou alguma esperança de que, pelo menos, existe uma consciência de que há um vasto e difícil trabalho a fazer e que, a partir do momento que tomou posse, há um mês, o novo Executivo, se impõe tomar conta das medidas que têm de ser postas em prática mais rapidamente do que tem sucedido neste período, no sentido de encaminhar Portugal no bom trajecto. Mas, seja como for, levará tempo e os portugueses têm de se mentalizar que, por muitos maus bocados que ainda terão de passar, lhes compete também deixarem de ter um comportamento de não contribuir para que dêem a mão que lhes cabe no sentido de trabalhar para o mesmo e não cada um por seu lado.
Por isso mesmo, não me canso de referir a existência do chamado IAPMEI – entes sem o A inicial, única mudança produzida desde o que existia antes – e que se destina a fomentar a exportação dos produtos que se fabricam no nosso território, a ajudar a encontrar financiadores para novas iniciativas industriais que devem ocupar espaços (cedidos pelos municípios locais) onde o deserto populacional se instalou no centro português.
Por aqui me fico com a devida compreensão pelo pouco mostrado até hoje, no capítulo das iniciativas tomadas pelo Executivo chefiado por Passos Coelho. Mas será por pouco tempo. Há que arregaçar mangas e, agora até sem gravatas… será mais fácil!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

BRAÇO A TORCER

Se os homens fossem iguais
no pensar e no dizer
sendo até todos mortais
era grande o desprazer
opiniões diferentes
certo interesse provocam
e mesmo entre parentes
modos de ver não se tocam

É preciso é aceitar
aquilo que os outros são
cada um no seu lugar
quem sabe quem tem razão
por vezes nenhum dos dois
ambos estão enganados
e só tempos depois
descobrem que são culpados

Mas nem sempre se acusam
não querem dar a ver
do erro até se escusam
não dão o braço a torcer

ARREGAÇAR AS MANGAS



TENHO ESTADO PROPOSITADAMENTE silencioso no que se refere a comentários sobre os acontecimentos que têm sido presenciados na nossa Terra, exactamente porque considerei que seria muito mais próprio não adiantar aplausos ou críticas a quem surgia para ocupar umas funções tão delicadas e de enorme responsabilidade, a quem recebia um presente que vem carregado de explosivos e que, só por isso, seria mais apropriado dar tempo a que tomassem lugar nas suas cadeiras e, só depois, surgir a tentar prestar algumas opiniões que possam servir para que a equipa aproveite e não faça como a anterior que sabia tudo e não dava mostras de precisar de pontos de vista oriundos dos portugueses.
Venho só agora referir-me a um tema que, não sendo minimamente novo na minha colecção de assuntos que considero de primeira importância para podermos avançar rapidamente na reconstrução deste País não produtivo, nem por isso foi referido no período da propaganda eleitoral e mesmo depois, já com o elenco ministerial constituído. Na verdade, a ideia com que fico é que a maior parte das figuras que querem dar mostras de que andam preocupadas com a situação que atravessamos, não se referem a um ponto que, no meu entender, constitui uma das principais acções que deveriam ser tomadas de imediato a peito, posto que, no capítulo de tornar Portugal uma Nação que produza e exporte, não bastam os conselhos proferidos nas discursatas sem resultado prático, pois o que é preciso é verificar-se uma actuação bem estudada para que, passados tempos, se comecem a obter os resultados positivos.
Vamos, pois, a isso:
É bem sabido que o interior do nosso País, por ter vindo a ser abandonado há já demasiadas anos, pois que a falta de apoio técnico aos agricultores, sobretudo aos possuidores de menores dimensões de terras que, com a produção que obtinham, e que não conseguiam manter as famílias a viver nos locais onde nasceram e cresceram, foi isso que obrigou a deslocarem-se para as zonas nacionais da beira-mar, naturalmente com preferência para as regiões em redor das grandes cidades, para não referir a enorme emigração que voltou a interessar aos nossos nacionais que foram forçados a deixar abandonadas, o que produziu o que está hoje à vista de todos e que é assistirmos a áreas enormes abandonadas sem produção.
Este é um sector que me inquieta não ter visto ser referido, nas inúmeras recomendações que foram feitas pelos políticos quando andam na busca de votos, um assunto que tem de ser considerado como prioritário, não só no capítulo da produtividade nacional como também no de serem encontradas actividades para o grande número de desempregados que vai aumentando cada dia que passa.
Mas não é apenas isto que deve constituir uma das prioridades que os governantes devem levar em conta. É que, por outro lado, sendo Portugal o País europeu com maior área marítima diante de si, tendo a pesca já sido um dos grandes factores de criação de riqueza e de modo de vida de muita população, passou também a ser subalternizada e perdemos um elemento tão valioso que não só abastecia os portugueses como servia como elemento de exportação para o estrangeiro que não dispunha nem dispõe de zonas de captura marítima.
Isto, no capítulo da agricultura e da pesca, mas outras actuações existem que não se conformam com a limitação dos políticos ao apontamento de passagem dos factos e não se assista à mais pequena acção prática no sentido de modificar todo o panorama, o que compete, como é óbvio, para além das iniciativas privadas, do estímulo e ajuda que o Estado tem de dar para criar as estruturas que entusiasmem os cidadãos a dar os passos que lhes competem.
Vou ser mais explícito:
No capítulo das terras abandonadas no interior do País, é evidente que o sistema legal em que vivemos não permite que o Estado actue directamente nas propriedades que a Constituição que temos protege. Haverá, por isso, como primeiro passo para solucionar este problema e outros que se mantêm e nos não dão alternativa para passaremos a ser uma Nação desenvolvida, que criar formas legais para não permitir que os bens que não são aproveitados através da sua rentabilidade – e aí cabem as térreas abandonadas – se mantenham na posse dos que serão legítimos proprietários, mas que, com a sua inacção, não contribuem para o enriquecimento que se torna cada vez mais fundamental que não seja negado à Pátria de todos. Trata-se de uma atitude que “cheira” a políticas ditatoriais que já foram aplicadas em zonas onde o poder da força se sobrepunha àquilo que hoje está tão divulgado e que se refere às liberdades que, com toda a sua beleza, só é possível seguir quando os países em causa não estão a ser vítimas de crises de vária espécie, como é a que está a inundar várias partes do mundo e de que a Europa é a principal sofredora.
Tenho de me revoltar interiormente para admitir este tipo de medidas, mas se a Democracia, a tal “menos má das políticas”, não tem meios de solucionar problemas que surgem em certas fazes da vida dos países, só existem duas formas de actuar: ou entrar na banca rota e sofrer as consequências financeiras e sociais que daí advêm ou juntar forças e salvar de qualquer modo da morte a terra que nos viu nascer.
Então, no caso das habitações por ocupar, como é o que se verifica em Lisboa – mas não só -, em que se encontram milhares de apartamentos vazios e em que os arredores se incham de gente que tem de encontrar as suas residências, não haverá uma legislação que obrigue os proprietários a não manter vazios os referidos andares e lhes seja imposta uma renda que, por um lado, se ajuste ao seu valor mas também crie uma movimentação de arrendatários por forma a não se manterem zonas abandonadas – como é o caso das “baixa” lisboeta à noite.
E no mar? Então não se trata também de uma actuação imediata o fazer com que o Atlântico à nossa frente se encha de embarcações pesqueiras, particularmente dando trabalho aos estaleiros que, como sucedeu agora ao de Viana do Castelo, fechou as portas e despediu os trabalhadores?
No meio disto tudo, existindo há vários anos, entre nós, uma instituição oficial denominada AICEP (recentemente acrescentou-se-lhe no princípio do nome a letra A, Deus saberá porquê!), a qual teve desde o início como objectivo abrir portas nos mercados estrangeiros para a exportação dos nossos produtos, mas não só isso, sobretudo agora, em que se impõe convencer empresas industriais de fora virem instalar-se no nosso País, mesmo que, para isso, as Câmaras Municipais ofereçam terrenos em lugares convenientes e o Estado facilite todas as diligências para que não existam burocracias incomodativas e tão ao nosso gosto, de molde a que tudo seja facilitado e até algumas compensações fiscais pudessem e devessem estimular as instalações de tais novas empresas que, como obrigação teriam a de só poderem dar trabalho a portugueses.
Aquilo a que se assistiu na Assembleia da República, em que a estreia do primeiro-ministro deixou alguma esperança de que, pelo menos, existe uma consciência de que há um vasto e difícil trabalho a fazer e que, a partir do momento que tomou posse, há um mês, o novo Executivo, se impõe tomar conta das medidas que têm de ser postas em prática mais rapidamente do que tem sucedido neste período, no sentido de encaminhar Portugal no bom trajecto. Mas, seja como for, levará tempo e os portugueses têm de se mentalizar que, por muitos maus bocados que ainda terão de passar, lhes compete também deixarem de ter um comportamento de não contribuir para que dêem a mão que lhes cabe no sentido de trabalhar para o mesmo e não cada um por seu lado.
Por isso mesmo, não me canso de referir a existência do chamado IAPMEI – entes sem o A inicial, única mudança produzida desde o que existia antes – e que se destina a fomentar a exportação dos produtos que se fabricam no nosso território, a ajudar a encontrar financiadores para novas iniciativas industriais que devem ocupar espaços (cedidos pelos municípios locais) onde o deserto populacional se instalou no centro português.
Por aqui me fico com a devida compreensão pelo pouco mostrado até hoje, no capítulo das iniciativas tomadas pelo Executivo chefiado por Passos Coelho. Mas será por pouco tempo. Há que arregaçar mangas e, agora até sem gravatas… será mais f ácil!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

DEVER E NÃO PAGAR

Primeira dívida custa
inquieta sua estreia
pois que o credor assusta
a quem não lhe paga odeia

Mas a vida como está
e dinheiro tanto falta
ao princípio assustará
depois s’acostuma a malta

Hoje, uns aos outros dever
é coisa mais que normal
o preciso é não morrer
sem cumprir o que é formal

Se dever pouco em fiado
batem à porta os credores
já causa menos enfado
se for de grandes valores

Hoje até os bancos sentem
os de cá e os de lá
quando os devedores lhes mentem
dizendo que certo está

O amanhã não se sabe
no que isto irá dar
mas antes que tudo acabe
alguém muito vai ganhar

ANSIEDADE



O QUE ME SUCEDE FREQUENTEMENTE quando me encontro isolado do mundo que me rodeia, aquilo que me inquieta com assiduidade, é interrogar-me sobre questões que, por não encontrar resposta nos meios de informação de que normalmente posso dispor, ficam sem contestação e surgem numa permanente preocupação que representam algo semelhante a uma enfermidade que não é defendida por quaisquer tratamentos que a medicina, embora muito desenvolta, não encontrou forma de solucionar.
Pergunto-me, por isso, numa insistência que utilidade tem este blogue se os responsáveis pela governação não o lerem ou, mesmo que o façam, considerem que as suas determinações é que são válidas e que os pontos de vista de gente que tem lugar nos cadeirões do Poder nem vale a pena discuti-los.
No caso do Executivo actual, que, sendo recente, já começou a dar mostras de que vem disposto a meter mão em muitos sectores que necessitam mexida, apesar disso e dada a necessidade que não pode ser alvo de discussão, de não se perder muito tempo com ninharias, por minha parte não escondo que me sinto inquieto, com preponderância no que se refere a corte ime4diato de gastos que, ainda que necessitem de alguma valentia política, não podem ser adiadas, sobretudo porque se se aumentam os impostos, então que se diminuam as despesas supérfluas, as tais que foram já referidas em diferentes áreas e que se referem a tudo que são as empresas que, quer dependentes do Governo central quer se encontrem sujeitas à vontade dos municípios, não deveriam durar mais tempo a fechar-se-lhes as portas e dar mostras aos portugueses que todos estão a fazer algo para que as contas públicas se sanem.
Por hoje não digo mais do que isto, e como já verifiquei que dupliquei o tratamento do mesmo tema em textos de dias diferentes, o que prova a minha ânsia de ver resolvidos os problemas que nos atolam as contas, por esse razão, como sempre faço com o espírito jornalístico que não me abandona, nem leio o que fica registado no computador.
Amanhã verei se existem razões para estar mais contente…

quarta-feira, 27 de julho de 2011

RAPAZIADA

Oh rapaziada à volta
oiço-vos falar bem alto
entra em mim certa revolta
entro até em sobressalto

Parece gente feliz
só porque é juventude
será que alguém lhes diz
que em breve talvez mude?

Criar a desilusão
vinda d’alguém qu’é mais velho
não é ter bom coração
o melhor é ver-se ao espelho

Rapaziada que ri
sem ter grandes problemas
eu também já estive aí
e nem fazia poemas

Mas tudo muda afinal
o que está à vossa espera
não será o ideal
nem algo que alguém quisera

Os grandes que hoje mandam
aqui neste Portugal
um dia também desandam
e o que deixam é fatal

A vocês cabe pegar
nos restos que cá sobrarem
só lhes resta carregar
com as contas e pagarem

Hoje por isso aproveitem
a juventude luzida
pois que depois se sujeitem
às agruras desta vida

Por isso não me incomoda
o barulho no café
seguindo as voltas da roda
então não estarei ao pé

SANTA JUSTA





AINDA ME RECORDO de, quando era um rapaz que ia para a escola todos os dias, a minha Mãe me dava dois tostões (20 centavos) para poder utilizar o elevador de Sta.Justa, só a subir, que, para baixo era a pé, o que por vezes eu nem utilizava porque comecei a juntar para comprar um macito de cigarros dos mais baratos, pois as companhias são as que induzem a rapaziada a fazer aquilo que não deve.
De igual custo era o elevador da Glória, que servia quando eu ia visitar a minha Avó Avelina Vacondeus, tal como tinham o mesmo preço o da Bica e o denominado por Lavra. Eram tempos em que, apesar do dinheiro ser muito escasso, sempre se ia conseguindo fazer uma vidinha algo capaz, coisa que hoje, com uma moeda forte, nem pensar! Ao saber-se que o uso do referido elevador públicoque liga a Baixa ao Bairo Alto, passou para 5 euros, o equivalente, na moeda antiga, a 1.000 escudos, verifica-se a enorme diferença que existe entre o que sucede agora e o que era esse passado que, política de ditadura aparte, sempre se ia faNós, os que vivemos o tempo da II Guerra Mundial, que sentimos na pele a utilização das senhas de racionamento de produtos essenciais, não conseguimos ter pachorra para suportar nesta altura as exigências da juventude de hoje que se classifica até de geração rasca. Por isso, ao vermos às portas das faculdades os carros que os paizinhos ofereceram aos pequenos e ouvimos as queixas que fazem por ter de fazer a pé um trajecto dentro da cidade de Lisboa, ao mesmo tempo que só nos resta encolher os ombros somos forçados a pensar no que lhes vai calhar, de pagar as dívidas que aqui são deixadas, mesmo que com algum alívio devido às negociações e acordos que começaram nesta época a ser feitos com, os credores.
Pois esta observação saiu-me por ter acabado de ler as notícias que correm e em que foram gastos pelo nosso Estado cerca de 2,2 milhões de euros perante as contas que a maioria dos concorrentes apresentou pela sua participação na eleição a Presidente da República, em que saiu vencedor Cavaco Silva, sendo que alguns deles ainda se sentem credores da parte que não foi considerada por não terem sido alcançados os resultados esperados.
Nesta fase em que todos parecemos uns náufragos que mal nos mantemos à tona de água, com a vista colocada em cima de um novo Executivo que se prestou para receber um pacote de problemas económicos, financeiros e sociais que lhe foi deixado pelo anterior locatário que, nesta altura, é dado como estudante num País europeu, que não o nosso, com a ideia de que essa será a bóia que nos dará salvação, agora já não constitui admiração todas as novidades, dentro e fora de Portugal, que não podem ser consideradas normais, tal como o que ocorreu na Noruega e tudo o que possa seguir-se. Esta agora de que o Governo admite que apresentará dois orçamentos rectificativos, coisa que vai ocorrer em 3 de Agosto na Assembleia da República, posto que existe ainda num montante de endividamento estipulado em 78 mil milhões de euros que o FMI e a União Europeia irão emprestar-nos e que são destinados à Banca nacional.
Sem entrar em pormenores que já se começam a tornar muito enfadonhos, sobretudo porque não há ninguém que consiga garantir com absoluta certeza que seremos capazes de nos desembrulharmos pelos nossos próprios meios, ainda que o panorama de aumento de encargos, fiscais e outros, esteja aí a aparecer a cair e continuará nesse ritmo sobre os portugueses, para irmos preparando o nosso espírito de sacrifício basta que tomemos conhecimento que os remédios vão ficar mais caros a partir do próximo mês de Outubro.
Fico-me por aqui, para não enfastiar os meus leitores. Amanhã haverá, sem dúvida, mais um rol de más notícias. Eu estou cansado de ter que dar estas notícias tão tristes.
Valha-nos Santa Justa, aquela que é apontada logo no início do blogue de hoje. Se conhecerem outra que possa deitar-nos uma mão e que não seja necessário pagar os tais 5 euros para nos prestar atenção, pois que venha essa indicação…

terça-feira, 26 de julho de 2011

O RISCO DE ESCREVER

Quem escreve muito arrisca
quem fala nem sempre acerta
até o que só rabisca
alguma coisa conserta

Escrever sempre a direito
com ganas de encher papel
tenha ou não tenha jeito
ao que pensa é fiel

Pois é melhor deixar feito
escrevendo a horas mortas
mesmo não sendo escorreito

Cada um dentro de portas
deve escrever direito
mesmo usando linhas tortas

QUEM DIRIA?



SERIA POSSÍVEL PREVER, tempos atrás, que os E.U.A. acabariam também por ser vítimas da crise económica, ao ponto de não conseguirem satisfazer as suas dívidas para com outros países, obrigando Barak Obama a expor a situação através das comunicações que lhe são habituais e a serem tomadas medidas sérias perante os cidadãos americanos que não eram habituais naquele País?
Pois também a essa Nação tão poderosa chegaram os sinais de apertar o cinto e seria bom que as agências de rating, as mesmas que estão tão interessadas em espalhar os seus avisos em relação às que se passa na Europa – e Portugal conheceu bem os efeitos daquilo que foi considerado “lixo” por essas empresas de apreciação dos outros -, dedicassem também a sua atenção para catalogar aquilo que se começa a verificar no próprio terreno onde estão instaladas.
Mas como com o mal dos outros se pode sempre bem (ainda que esse sinal de egoísmo não constitua um elogio ao nosso procedimento), não nos provoca alegria que a Nação que sempre gozou de farturas tenha agora de enfrentar uma situação que, pela Europa, já é coisa bem conhecida. E, nesse particular, como neste nosso País não se verifica um abrandamento das dificuldades que nos estão impostas e que nem a mudança de Governo ocasionou, para já, um afrouxamento de tais suportes de ordem financeira, sejam quais forem os contribuintes que não têm condições para fugir, pelos meios legais, de desviar para o departamento de impostos percentagens de tudo que constitua passar recibo pela execução de um trabalho, só temos de aceitar esse carrego até que se vislumbre um equilíbrio entre a produção e os gastos, o que não se encontra ainda na lista das possibilidades nacionais mais imediatas.
E é nessa direcção que considero útil ir apontando deficiências sempre que o Executivo de Passos Coelho tome qualquer medida que, mesmo na fila das urgências, não se situe nos lugares cimeiros, pois atravessamos uma altura em que não são admitidos erros e distracções. Mesmo que o desvio que foi metido na herança do Governo de posse recente seja superior a 2 mil milhões de euros, o que não foi ainda devidamente clarificado, não é compreensível que tenha sido anunciado que o corte na despesa só surja no final de Agosto, quando cada dia que passa representa um agravamento das circunstâncias que nos rodeiam. Quando, o Imposto Extraordinário apresentado pelo novo ministro das Finanças irá render aos cofres do Estado qualquer coisa como mil e 25 milhões de euros, a maior parte já este ano e o restante em 2012, constando das declarações do IRS, sendo que isso afecta cerca de um milhão e setecentas mil famílias portuguesas, entre trabalhadores, por conta de outrem ou não, e os pensionistas, sendo estes os que se encontram mais assustados e revoltados por sinal quando verificam que quem ganha com a crise são as instituições financeiras que tanto lucram com as subidas dos juros, assim como o enriquecimento ilícito que não passa despercebido a todos nós, bem como os ordenados e regalias que, em muitos casos são autênticos escândalos, todas estas situações têm de ser equacionadas e consideradas como prioritárias juntamente com a avaliação das empresas com capital do Estado que foram aparecendo para encontrar colocações beneficiadoras de amigos do Partido A ou B, conforme quem dispunha de poder para ser generoso, ainda que não amigo dos contribuintes.
O que está a ocorrer com os centros de saúde espalhados por Portugal, bem como as estações dos correios tão úteis se se, situam perto das povoações, essas coisas simples só há que melhorar, especialmente reduzindo as burocracias que os funcionários situados nos postos intermédios da direcção, e as decisões que se devem tomar para dar mostra de que não se anda a coçar a cabeça para encontrar o que deve ser considerado prioritário, é isso que, não tendo custos de alteração, não pode aguardar por “melhores dias”…
Vou-me ocupar de situações que nos assusta pensar que levarão o seu tempo até que sejam atacados os defeitos, é a esse particular que vou dedicar a minha atenção nos blogues que estão no pensamento e prestes a serem paridos…
Haja saúde para mim e para os que lêem o constitui a minha sempre presente insatisfação perante os incompetentes que nunca deviam, ter feito parte da administração pública.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

DESCONSOLADO

Aqui estou eu, desconsolado
a ver passar o mundo
à minha volta
sem que nele interfira
sem que o melhore
mas também pouco
o piorando.
Sou mais um
dos milhares de milhões
que por cá andam
a consumir o ar,
a água, o ambiente,
o espaço
e que contribui para que o amanhã
seja muito pior,
mais escasso de tudo,
menos belo,
menos natural.

Aqui estou, enfastiado
já sem me importar
com o que vem a seguir,
com o que vai ser o futuro,
aquele que não me vai encontrar...
para me desconsolar

O BEM E O MAL



DEPOIS DO CALAFRIO que correu mundo através dos dois acontecimentos ocorridos num País europeu que sempre marcou pelo bom comportamento do seu povo e em que, num gesto de loucura, um seu habitante ocasionou a morte de muitos dos seus compatriotas, em Oslo e numa ilha a poucos quilómetros de distância (constando, sem provas ainda concludentes, que esses actos foram praticados com a cooperação de dois grupos de extrema direita), simultaneamente com essa ocorrência outra que, em termos de apreciação das acções resultantes dos procedimentos até agora das instituições que comandam o agrupamento económico e financeiro europeu, para os que são mais críticos esse repugnante acto tem de levar a um fazer as pazes com o grupo de nações da Europa, e isso devido ao gesto, até aí raro, de se ter verificado uma ajuda, que também serve a Portugal, e em que os parceiros que mostram maiores dificuldades, passam a dispor de mais tempo para pagar as dívidas contraídas nos passados anos e reduz substancialmente os juros que constituem um aperto na garganta dos habitantes de hoje e dos seus sucessores ao longo de uns anos largos do futuro, pois foi quase coincidentemente na mesma altura que ocorreram essas atitudes provocadas pelas mãos do Homem.
Tratou-se de uma contradição com as disputas de violência, de guerra localizada e que diariamente são noticiadas, em que, numa larga mancha de procedimentos dispersos, os confrontos não terminam e, pelo contrário, dão ares de ir aumentando, sendo que, tanto as boas medidas como as de má índole, tudo isso tem origem na vontade do mesmo Ser humano, que, por razões ideológicas, religiosas e por outros motivos vários, não se mostra disposto a por cobro, verificando-se, pelo contrário, um aumento de rivalidades que, todas elas, podem acabar num confronto generalizado da maior gravidade. Foi assim ou quase que tiveram lugar as guerras que abalaram o nosso Planeta e cujas consequências ainda hoje se notam aqui e ali.
E por cá? Neste Portugal que se encontra numa complicada situação e que, através de um Governo acabado de tomar posse, vive a olhar preocupado o futuro na esperança de que igualmente os tais Homens consigam emendar os erros praticados e vão ainda a tempo de oferecer à geração actual e às que vierem a seguir uma melhor vida, toda a atenção é pouca para seguir as medidas que vão sendo tomadas para avaliar a capacidade destes actuais governantes, não os poupando a críticas que, mesmo desmedidas, são compreensíveis dada a aflição que paira em cada um dos portugueses. É o que faço aqui neste blogue e com esse intuito focalizo os últimos acontecimentos que nos dizem directamente respeito.
Começo, nesta breve observação daquilo que nos rodeia de perto, por referir algo que me chamou a atenção: que tendo sido tomada a decisão de, depois de um ano de paralisação, ser reaberta a linha de caminho de ferro electrificada entre Lisboa e Évora, tal atitude tem de ser aplaudida, se bem que a actualização da via tenha tido início ainda com o Executivo anterior no poder. Ao menos isso!...
Mas, também se debate agora a dúvida (dado que não foi apresentada ainda a explicação definitiva) sobre que freguesias espalhadas por todo o território nacional vão ser alvo de encerramento e que vantagens financeiras serão obtidas com tais cortes de serviços. A Administração pública tem de ser célere em fazer chegar ao conhecimento público todos os pormenores no que diz respeito a mudanças que faça no andamento de um País velho e que tem urgência em constatar as conclusões de cada gesto governamental.
No que respeita ao comportamento dos dois arquipélagos portugueses sempre que são estabelecidas novas directrizes que se aplicam a todo o território nacional, essa de Jardim e de César terem ameaçado que o imposto que vai ser aplicado sobre o13.º mês de salários não será aplicado nos espaço que se encontram sob sua gerência é atitude que tem de terminar de uma vez por todas e o Governo de Passos Coelho tem de dar mostras de que as directrizes que saem pelas vias legais não merecem discussão de separatismos, apenas por vontade dos que se encontram nas Ilhas como esses territórios não pertencessem ao conjunto do País que somos todos nós.
No que concerne à saúde, havendo uma imensidão de atitudes a tomar para que, ao menos, nesse capítulo, ainda que com uma fiscalização para evitar completamente os desperdícios que se sabem que ocorrem e que não nos encontramos em condições de suportar, os encerramentos de postos dos SAP que têm ocorrido ultimamente, deixando as populações sem o apoio fundamental, sobretudo os mais idosos, da mesma maneira que não será correcto que encerrem postos dos CTT e ficando sem esse apoio os habitantes de várias localidades, tudo isso, ainda que compreensível seja a necessidade de diminuir gastos públicos, não pode ser levado a efeito sem um estudo, rápido e responsável, de, sem um mínimo de compensações, se encerrem, de um dia para o outro, postos que sempre estiveram junto dos habitantes dos lugares onde outros apoios também não se verifiquem.
Esta observação tem apenas o propósito de mostrar que o Homem tanto pode ter boa actuação como, no outro extremo, ser muito prejudicial a um seu parceiro. O bom e o mau constituem aquilo que nos leva a não depositar grande confiança naquela personagem que tem sido, ao longo da sua existência, o maior inimigo da Terra.