
Explico melhor: depois do próximo dia 27, conhecida que seja a posição dos vários movimentos políticos que concorrem ao lugar cimeiro, haverá apenas que aguardar pela formação do novo Executivo, dado que os membros superiores dos ministérios actuais terão de encarar a saída dos respectivos lugares e, sendo o PS o partido vencedor, a aguardar que José Sócrates os renomeie ou, pelo contrário, os substitua por quem julgar mais conveniente. O mais natural, por certo, é que, nesta altura só tenham uma vaga ideia do seu futuro imediato.
Mas, tratando-se de uma amostra seguinte que seja consequência dos socialistas não obterem o lugar cimeiro nas votações dos portugueses, nesse caso pode-se considerar como absolutamente certo que os detentores actuais dos lugares no Conselho de Ministros, todos sem excepção irão à sua vida, pelo que abandonarão os cadeirões onde se têm sentado ao longo da vigência do Executivo que tem estado em funções.
Perante a nova situação que surgirá em qualquer das circunstâncias apontadas, a pergunta que tem lógica ser feita é a do que vai acontecer aos actuais governantes, se ficarão desempregados, como sucede a qualquer trabalhador que é despedido ou foi vítima da falência da empresa onde actuava, ou já tem em vistas um “lugarão”, daqueles que se preparam para a eventualidade de correrem mal as coisas no sítio onde se encontrava.
Pelos exemplos a que temos assistido por cá ao longo dos trinta e tantos anos de Democracia em Portugal – não que este regime tenha a culpa, mas porque as circunstâncias permitem que as coisas sejam favoráveis aos arranjinhos dos amigos, camaradas ou parceiros que se ajudam uns aos outros -, tendo em vista o que se têm passado, é de esperar que os vários participantes no Governo de Sócrates já contem com boas posições em administrações de empresas de grande porte, na maioria dos casos públicas, e em que as suas remunerações até serão bem mais acolhedoras para os próprios.
Alguém tem dúvidas quanto a este prognóstico?
Vão ficar os coitadinhos todos nas ruas da amargura, sem emprego e sem modo de vida?
Vai o Fundo de Desemprego ter de actuar no sentido de dar protecção aos que, tendo feito tão bons lugares e contribuído para o progresso do País e dos portugueses, passam de um dia para o outro a não ter como sustentar as suas famílias?
Era para me referir hoje ao problema agora trazido à liça do confronto institucional entre Belém e S.Bento, no que se refere a escutas que abalam a segurança que fica abalada por suposições que, afinal, já vêm desde Agosto passado mas que foi considerado ser agora o momento ideal para criar a desestabilidade política. Por mim e enquanto o assunto não estiver devidamente esclarecido não aceito essa guerra com valor suficiente para me pronunciar. Lá irei.


















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