
Há tanto tempo que mantenho esta ideia que nem sei se, com o passar dos anos, as circunstâncias ainda se apresentam favoráveis a que seja levada a cabo nesta altura concreta. Refiro-me a uma medida que, não sendo fácil de concretizar, precisamente porque nos encontramos perante uma crise que obriga a enfrentarmos, com todas as nossas forças, as maiores dificuldades, é por isso que teremos que fazer todos os esforços para que o resultado das nossas actuações seja positivo e apontem para melhorias de resultados e economias de meios.
Este preâmbulo pretende alertar os que seguirem este blogue de que as ideias que surgem, às vezes de onde menos se espera – o que não é o meu caso, que me desculpem da imodéstia -, merecem ser analisadas e é para isso que também existem os governos dos países, para ir recolhendo sugestões e não estar sempre convencido que as boas ideias só nascem do interior dos seus umbigos.
Ora bem, sabe-se que as companhias de aviação atravessam um período que também a elas afectou imenso os resultados das operações e, por isso, já uma boa meia dúzia abriu falência ou fundiu-se com parceiras. A TAP, apesar de ter sido bem gerida pelo administrador brasileiro que lá vai defendendo os interesses da companhia portuguesa, mesmo assim não esconde que a situação é difícil e as medidas restritivas que têm sido tomadas são bem a prova de que não se navega no mais tranquilo dos céus.
Eu sei que ainda há muita gente que, apesar das vantagens das uniões para ter mais força, no nosso caso não é generalizada AINDA a ideia de que esta nossa península ibérica está mesmo a pedir que se reúnam as actividades que ofereçam condições para tal e que, no caso das exportações, por exemplo, só teríamos, nós e os espanhóis, vantagens em fazer uma frente comum. Pois, dentro desta ideia, o mais natural é que as duas companhias aéreas nesta ponta da Europa, se formasse uma empresa única, uma TAP/Ibéria por exemplo, o que traria todas as vantagens, económicas e funcionais, no capítulo de transportar de fora para dentro e o contrário, o maior número possível de visitantes que escolham esta vasta zona como destino.
E não seria só o alargamento da funcionalidade e o aumento de destinos que as linhas habituais das duas companhias proporcionariam, mas também uma redução substancial nos custos das representações espalhadas pelo estrangeiro. É que todos os escritórios e lojas, agora separados, das duas empresas aéreas que se situam em muitas cidades estrangeiras para atender os eventuais passageiros, passariam a ser reduzidas a metade, mas não só isso, é que, de igual modo, havendo nessas mesmas cidades e em outras também escritórios tidos como centros de turismo. ao juntar-se a promoção adequada do espaço ibérico, isso permitiria que tal atitude desse ocasião a que, através de um acordo governamental entre Portugal e Espanha, se inaugurassem instalações, então com pompa e circunstância, nesses locais estrangeiros onde o turismo e o comércio externo fossem objecto de um maior campo de actuação, tanto português como espanhol. E bem precisamos todos de conquistar mercados novos para expandir os nossos produtos. O antes ICEP e agora denominado AICEP e que teve e continua a ter como objectivo expandir as nossas exportações, funcionando independentemente dos outros dois objectivos (as vendas de bilhetes de avião e a divulgação turística), não tendo sido até agora e ao longo de muitos anos muito louváveis os resultados, não tem nenhuma razão para se encontrar colocado à parte e com os respectivos custos acrescidos que essa actividade representa. Só se ganharia se tudo funcionasse num molho de interesses. E nós e espanhóis juntos.
O nosso rei D. Manuel I, ao ter expulso os judeus e criando essa falsa qualidade de gente, denominada “cristãos novos”, o que fez foi deitar fora o que de mais importante existia nessa altura e que era o espírito empreendedor de que veio a beneficiar e muito, por exemplo Amesterdão, onde se instalaram os judeus de que ali continuam os descendentes e em que se vê ainda hoje, sobretudo nas placas dos médicos, inscrições como Moysés Silva e outros bem esclarecedores do acontecimento, se cá têm ficado, o que não teria sido a nossa colonização e o nosso domínio comercial em todo o mundo! Nós a descobrirmos e eles, também portugueses, a expandir os nossos produtos… imagine-se!...
Parece tudo um sonho, pois parece. Mas o que tem constituído um ressonar profundo das forças governamentais que têm passado pelo poder é não ter nunca surgido uma cabeça capaz de enfrentar esta situação. É por essas e por outras que, tendo tido sempre grandes amigos nessa zona da política, nunca os levei a sério e não encontrei nenhuma fartura no capítulo das ideias.
Se calhar, se se propusesse aos nossos vizinhos de Espanha esta nova forma de fortalecermos a nossa Ibéria e de nos pormos a expandir por esse mundo fora o que produzimos os dois, talvez a ideia fosse acolhida com entusiasmo. O pior é que não se vislumbra nos horizontes políticos quem tenha capacidade para, ao menos, experimentar.
Eu, no mínimo, tenho tido pela vida fora ideias. Para quê?
Este preâmbulo pretende alertar os que seguirem este blogue de que as ideias que surgem, às vezes de onde menos se espera – o que não é o meu caso, que me desculpem da imodéstia -, merecem ser analisadas e é para isso que também existem os governos dos países, para ir recolhendo sugestões e não estar sempre convencido que as boas ideias só nascem do interior dos seus umbigos.
Ora bem, sabe-se que as companhias de aviação atravessam um período que também a elas afectou imenso os resultados das operações e, por isso, já uma boa meia dúzia abriu falência ou fundiu-se com parceiras. A TAP, apesar de ter sido bem gerida pelo administrador brasileiro que lá vai defendendo os interesses da companhia portuguesa, mesmo assim não esconde que a situação é difícil e as medidas restritivas que têm sido tomadas são bem a prova de que não se navega no mais tranquilo dos céus.
Eu sei que ainda há muita gente que, apesar das vantagens das uniões para ter mais força, no nosso caso não é generalizada AINDA a ideia de que esta nossa península ibérica está mesmo a pedir que se reúnam as actividades que ofereçam condições para tal e que, no caso das exportações, por exemplo, só teríamos, nós e os espanhóis, vantagens em fazer uma frente comum. Pois, dentro desta ideia, o mais natural é que as duas companhias aéreas nesta ponta da Europa, se formasse uma empresa única, uma TAP/Ibéria por exemplo, o que traria todas as vantagens, económicas e funcionais, no capítulo de transportar de fora para dentro e o contrário, o maior número possível de visitantes que escolham esta vasta zona como destino.
E não seria só o alargamento da funcionalidade e o aumento de destinos que as linhas habituais das duas companhias proporcionariam, mas também uma redução substancial nos custos das representações espalhadas pelo estrangeiro. É que todos os escritórios e lojas, agora separados, das duas empresas aéreas que se situam em muitas cidades estrangeiras para atender os eventuais passageiros, passariam a ser reduzidas a metade, mas não só isso, é que, de igual modo, havendo nessas mesmas cidades e em outras também escritórios tidos como centros de turismo. ao juntar-se a promoção adequada do espaço ibérico, isso permitiria que tal atitude desse ocasião a que, através de um acordo governamental entre Portugal e Espanha, se inaugurassem instalações, então com pompa e circunstância, nesses locais estrangeiros onde o turismo e o comércio externo fossem objecto de um maior campo de actuação, tanto português como espanhol. E bem precisamos todos de conquistar mercados novos para expandir os nossos produtos. O antes ICEP e agora denominado AICEP e que teve e continua a ter como objectivo expandir as nossas exportações, funcionando independentemente dos outros dois objectivos (as vendas de bilhetes de avião e a divulgação turística), não tendo sido até agora e ao longo de muitos anos muito louváveis os resultados, não tem nenhuma razão para se encontrar colocado à parte e com os respectivos custos acrescidos que essa actividade representa. Só se ganharia se tudo funcionasse num molho de interesses. E nós e espanhóis juntos.
O nosso rei D. Manuel I, ao ter expulso os judeus e criando essa falsa qualidade de gente, denominada “cristãos novos”, o que fez foi deitar fora o que de mais importante existia nessa altura e que era o espírito empreendedor de que veio a beneficiar e muito, por exemplo Amesterdão, onde se instalaram os judeus de que ali continuam os descendentes e em que se vê ainda hoje, sobretudo nas placas dos médicos, inscrições como Moysés Silva e outros bem esclarecedores do acontecimento, se cá têm ficado, o que não teria sido a nossa colonização e o nosso domínio comercial em todo o mundo! Nós a descobrirmos e eles, também portugueses, a expandir os nossos produtos… imagine-se!...
Parece tudo um sonho, pois parece. Mas o que tem constituído um ressonar profundo das forças governamentais que têm passado pelo poder é não ter nunca surgido uma cabeça capaz de enfrentar esta situação. É por essas e por outras que, tendo tido sempre grandes amigos nessa zona da política, nunca os levei a sério e não encontrei nenhuma fartura no capítulo das ideias.
Se calhar, se se propusesse aos nossos vizinhos de Espanha esta nova forma de fortalecermos a nossa Ibéria e de nos pormos a expandir por esse mundo fora o que produzimos os dois, talvez a ideia fosse acolhida com entusiasmo. O pior é que não se vislumbra nos horizontes políticos quem tenha capacidade para, ao menos, experimentar.
Eu, no mínimo, tenho tido pela vida fora ideias. Para quê?










