segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

CHEGA P'RA LÁ!!...

Somos demais neste mundo
não cabem tantos milhões
estamos a bater no fundo
são muitas as confusões
Dá-me espaço
Chega p’ra lá!...

Cinquenta anos atrás
dois mil milhões sobre a Terra
calcula se és capaz
quanta gente hoje encerra
Dá-me espaço
Chega p’ra lá!...

Três vezes ela aumentou
seis mil milhões agora
as cidades atulhou
estão a deitar por fora
Dá-me espaço
Chega p’ra lá!...

Há sítios que esvaziaram
nasceram desertos novos
os que lá estavam mudaram
só há velhos nesses povos
Dá-me espaço
Chega p’ra lá!...
Há quem muitos filhos tenha
são os que vêm de fora
por cá há quem se sustenha
à espera de melhor hora
Dá-me espaço
Chega p’ra lá!...

Por isso a cor das gentes
na Europa se cambia
há cada vez mais nascentes
de outra raça e etnia
Dá-me espaço
Chega p’ra lá!...

Os velhos mais vão vivendo
a morte tarda em chegar
os novos que vão crescendo
não dão p’ra equilibrar
Dá-me espaço
Chega p’ra lá!...

Com este acotovelar
de multidões que s’apertam
já é grande a falta de ar
de sufoco não libertam
Dá-me espaço
Chega p’ra lá!...






MINISTRO?... RESPONSABILIZA-SE!

Cá andamos nós nesta vida lusitana a enfrentar as contrariedades que se deparam a cada passo e que, para todas as circunstâncias, encontramos a desculpa da crise mundial, que tem as costas largas. É verdade que ela é a provocadora de muitos dos problemas que se levantam à nossa frente, mas também não é menos certo que muitos deles poderiam ser, pelo menos, aliviados, se existisse gente capaz de, através dos meios de poder de que dispõe, pusesse a imaginação, a competência e a capacidade de ver e ouvir os outros, talvez mais capazes, ao serviço das soluções que eventualmente existam. E, quanto a isso, a actuação de diferentes governos mostra-nos que, ao serem colocados à frente dos Executivos pessoas que se convencem que são donos e senhores de toda a sabedoria, a partir dessa altura fecham as portas ou, pior do que isso, rodeiam-se de elementos que, em muitos casos, nem para serventes de qualquer secretaria seriam admitidos.
Refiro-me, de imediato, a três ministros que o cego do Sócrates não enxerga que estão a prejudicar a sua actuação neste mandato: o ministro “jamais”, a teimosa que defronta ingloriamente o Sindicato dos Professores e, por agora por último, o responsável pela Justiça.
E quando me refiro a ministros, que têm de ser personalidades que tenham consciência de que o seu cargo é de inteira responsabilidade e que, por isso, mesmo que não tenham passado pelas suas mãos determinados processos, o facto de exercerem tal lugar obriga-os a responder por tudo que ocorre dentro das suas portas, face a esta característica não podem nem devem os membros super de uma determinada pasta alegarem simplesmente como Pilatos, “não tenho nada a ver com isso!". Não é apenas gozarem das mordomias ministeriais, incluindo os salários. Quem sobe alto, tem de se responsabilizar de acordo com a altura a que chegou.
Aplicado este princípio ao caso Freeport, se surge agora um tal Charles Smith a declarar que só conseguiu o licenciamento pelo Ministério do Ambiente depois de ter pago avultadas quantias em dinheiro, não pode a situação ficar-se por aqui. Há que ir até onde for possível e apurar, bem no fundo, quem foram os corruptos que meteram no bolso o produto das suas acções criminosas e castigá-los exemplarmente, para tentar evitar que casos desses se repitam como, infelizmente, sucede a cada passo e em todas as posições da hierarquia de poder, começando muitas vezes pelos contínuos (quando colocam um processo à frente dos outros), passando pelos fiscais (que fecham os olhos a cometimentos fora da lei) e chegando a departamentos superiores, sejam eles quais forem, mas que lhes dão possibilidade para colocar o “sim” ou o “não” na papelada que é obrigatória para uma autorização.
Dito isto, que cada um faça o seu juízo, mesmo que, no que diz respeito ao comando de um Governo que venha a ganhar as próximas legislativas existam grandes dúvidas quanto à personalidade que estará em condições de substituir José Sócrates. E este á o grande dilema.

domingo, 25 de janeiro de 2009

OS LIVROS NOSSOS AMIGOS

Os livros
esses amigos
que nunca se ofendem
porque compreendem
a minha paixão
de os ter sempre à mão
Os livros
ese por isso estranham
quando não me acompanham.
Também envelhecem
amarelecem
mas não se queixam
e dos que gostamos menos
fazem-nos acenos
se os pomos de lado
não se nota enfado
ficam na prateleira
com sua soneira
mas não os perdemos
somos nós que os temos
não os abandonamos
somos todos manos
e algo nos ensinam
mesmo se desafinam
sempre aprendemos
e não nos ofendemos
por os seus autores
não nos quererem leitores.
Um dia virá
que algo mudará
com mais paciência
e mais indolência
mudemos de gosto
e o que nos é exposto
passe a fazer parte
do que chamamos arte
e será um livro mais
ao lado dos tais
dos que gostamos
daqueles que amamos

DESENCANTO... POR ENQUANTO!

Escrever, para quem tem o hábito de colocar no papel aquilo que, por estar oculto no cérebro, não se justifica ser posto na voz, tal forma de actuação é um meio de expor ideias sem controvérsia imediata. Não haver ninguém a afirmar na cara que não se tem razão, que se está a raciocinar com defeito, que não é bem assim ou mesmo nada disso do que se afirma, é, realmente, de grande comodidade, mas o risco de se deixar um texto escrito que não tem ponta por onde se pegue, de ficar um testemunho gravado é mais perturbador do que ouvir directamente alguém que não está de acordo com o que se diz.
Agora mesmo, neste texto, se eu tivesse alguém a ouvir-me e, em vez de estar a redigir o que sai das entranhas usasse a fala como meio de comunicação, o mais natural seria que, do outro lado da mesa do café, me contestassem com argumentos contraditórios, deitando por terra aquilo que eu consideraria a minha razão. Da média dos dois pontos de vista talvez saísse alguma tese mais consentânea com a verdade. A tal que fica entre a nossa e a do parceiro com quem dialogamos.
Escrever, por isso, é um risco. É deixar a prova da nossa incapacidade. É assinar um termo de responsabilidade quanto àquilo até onde chega o nosso valor.
Pensando bem, sendo consistente, não deveria passar desta linha. É o que faço. Por agora…

AINDA A FREEPORT E OUTROS CASOS...




Conforme escrevi ontem, são vários os assuntos que estão a criar um sentimento ainda maior de preocupação aos portugueses, e alguns deles em particular, o que torna difícil inclui-los todos num só blogue e, por isso, dou continuação ao texto de ontem com o que sai agora a talho de foice.
Evidentemente que o caso Freeport, que envolve José Sócrates como primeira figura, é aquele que merece prioridade, e isso porque os problemas das chamadas “luvas” que, em Portugal, funcionam com grande frequência e a todos os níveis da vida administrativa nacional, fazem levantar as atenções dos cidadãos e quem ocupa lugares de decisão corre o risco de ser apontado como presumível envolvido em golpes de dinheiro. O último recurso é conseguir demonstrar sem hesitações que se tem as mãos limpas e o primeiro-ministro e antigo responsável pelo Ambiente não pode fugir a esta regra. Não se pode é queixar por isso, dado que não é possível ser-se vedeta, em qualquer situação, e não querer sujeitar-se até mesmo a calúnias e a ataques de adversários que pretendem ganhar pontos com as desgraças dos outros. E fico-me por aqui, já que o ministro de Justiça pertence ao governo de Sócrates e pode ser que, desta vez, mostre eficiência no pelouro que tem a seu cargo. Já veremos!
Mas a outra situação que surgiu neste fim de semana foi a de insolvência que atravessa a Quimonda, uma empresa que acolhe 1.800 empregados só em Portugal e cuja falência traz as consequências dos despedimentos em massa. E esse panorama, com baixa de empregos ou ainda mais grave, verificou-se, só este mês, nas Faianças Bordalo Pinheiro, na Toyota Portugal, na Tyco de Évora, na Peugeot-Citroen, na Auto-Europa, na Impala, na Mitsubishi e noutras tantas.
Enquanto isso, surgiu a novidade de que o Governo procura médicos para trabalharem no nosso território, por esse mundo fora. Precisam-se, dizem, 150 a 200 profissionais e, em vista disso, foram mais de dez os países visitados pelo ministério respectivo, mas só Cuba, Uruguai e Chile têm possibilidades de contribuir para atalhar essa necessidade. Isto, para além de 150 médicos emigrantes que se encontram em formação em Portugal. Acrescento eu: e que faz este Governo nacional que, como os anteriores, coloca a dificuldade das notas elevadíssimas exigidas para a entrada de alunos na Faculdade de Medicina, o que leva a rapaziada a ir para Espanha fazer esse curso e depois talvez possa exercer a profissão no seu e nosso País. Outra estupidez que ninguém entende e que nenhum Executivo mostra ser capaz de resolver.
Atalho agora com os problemas que têm sido desmedidamente debatidos e que o elenco de Sócrates não tem mostrado capacidade para apresentar ao País, de uma forma aberta e clara: o da construção do novo aeroporto de Lisboa e o da TGV, cujos encargos são enormes e que representam um endividamento pesadíssimo que é deixado os nossos vindouros. Não me proponho discutir nesta altura se essas medidas são ou não necessárias. Certamente que o são e por muitas ajudas que possam ser-nos prestadas, há que pagar aos credores um dia mais tarde. E é isso, precisamente, que o actual Executivo tem de demonstrar com números, não deixando dúvidas quanto ao seu acto e garantindo também que todos esses trabalhos que envolvem muitos milhares de milhões de euros, não vão beneficiar uns tantos bolsos que, como é sabido e não vale a pena esconder, estão sempre à espera nas esquinas dos projectos e das obras.
Eu, não me pronuncio sobre as vantagens dos empreendimentos que alguns dizem ser enormemente necessários. O que deve preocupar todos os portugueses é os encargos que vão caber a todos nós, os que vivem hoje mas, sobretudo, os que estarão presentes amanhã. Quando todos estes governantes já não existirem e já não poderem prestar contas.

sábado, 24 de janeiro de 2009

TANTOS PROBLEMAS NESTE PAÍS




Muitos assuntos surgiram hoje, sábado, para serem focados neste blogue que, por defeito de profissão do seu autor, pretende sempre estar ao corrente dos acontecimentos o mais quentinhos possíveis. Por isso, dado o limite de espaço, procurarei fixar-me apenas nos mais importantes.
Parece não haver dúvidas de que o escaldante caso que é pretendido ser relacionado com José Sócrates, relativo à época em que este foi ministro do Ambiente, é o que tem o nome de Freeport, em Alcochete. E, tratando-se ou não de uma coincidência, a verdade é que também constitui outra casualidade o facto de ambas as vezes em que a questão foi tornada pública isto suceder em anos eleitorais, portanto, com influência na escolha que os portugueses têm de fazer para a nomeação do governo seguinte. Voltarei a este assunto que, segundo parece, dá pano para mangas, porque, por muito que o País necessite de calma e repouso para poder enfrentar o que verdadeiramente o atormenta, a situação que se vive resultante da crise, as verdades que influem no ambiente político têm de ser rapidamente trazidas a lume para retirar suspeitas onde elas possam existir. E o primeiro-Ministro é o principal interessado em tudo isso, sobretudo quando tem um tio e um primo que alguma coisa têm a ver com o assunto em causa.
Mas não me fico por aqui, dado que não é apenas aí que Sócrates enfrenta problemas. As declarações de desagrado que estão a ser trocadas entre ele e Manuel Alegre, pois que o secretário-geral do PS não gostou de ver cinco deputados do seu partido, com Alegre incluído, a votar a favor uma espécie de moção de censura que representava uma proposta da autoria do CDS, para que fosse suspenso e simplificado o actual modelo de avaliação dos professores, a contrariedade provocada em Sócrates foi visível.
Há também que reconhecer que alguma coisa tem de ser feita e rapidamente quanto ao que se passa com os professores – pois já está a arrastar-se demasiado esta “guerra” – com vistas a terminar, de vez, com o que está a prejudicar toda a gente e o País em primeiro lugar. E está nas mãos de José Sócrates dar esse e outros passos e eu já não digo concretamente, mudando alguns pelouros ministeriais que não estarão a dar conta do recado. A afirmação do ministro da Justiça de que não tem poder suficiente para acelerar o que depende do seu ministério, isso só quer dizer que o mesmo responsável ministerial não garante urgência em pôr a máquina do seu pelouro a funcionar por forma a não tardar o esclarecimento da situação agora ressurgida e tão incómoda para o chefe do Executivo.
E, dada a importância que pode ainda vir a ter este caso da Freeport, deixo para amanhã todos os restantes temas que tanto me apetecia abordar ainda hoje.
É que chegou a notícia de que faleceu a Stella Piteira Santos, pessoa que bastante gente dos meus tempos antigos conhecia e respeitava, pela sua posição patriótica que vem desde longos tempos. Cá ficou depois do Fernando, seu marido, nos ter deixado e depois também de o ter acompanhado no seu exílio em Argélia.
Perdoar-me-ão os leitores do meu blogue se, não tendo sido das relações do casal a que me refiro, fiquem agora surpreendidos com esta referência. Eu não me sentiria bem comigo próprio se não marcasse este acontecimento no meio de comunicação de que disponho nesta altura. E relembro o jantar que teve a Stella em minha casa há um certo tempo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

ALENTEJANOS

Debaixo de um chaparro
é bem bom pensar na vida
não tendo outra saída
se não fumar um cigarro

Alentejano de um raio
não é igual a ninguém
é sua forma também
de não olhar de soslaio

Se no Inverno faz frio
e o capote o protege
há sempre quem o inveje
e recuse o elogio

Recorrendo à anedota
julgando que o ofende
mas se é isso que pretende
faz papel de idiota

O Alentejo isso tem
muita paz, um bem-estar
pode-se tal procurar
noutro sítio, mas porém…

…por cá não se vê aonde
outras belezas existem
mas por mais que se registem
se as há bem se escondem

Sem pressas p’ra responder
lá vão saindo as sentenças
sem certezas e sem crenças
pois têm mais que fazer

Compadres há-os bem perto
sentados não há que ver
porque as horas de lazer
não se perdem e está certo

Boa gente, muito pura
as migas, o ensopado
têm o pão como fado
de fome passada e dura

Por tal, na Revolução
aderiram tão depressa
pois tinham bem na cabeça
o sofrido até então

Têm direito ao que for
porque são bons lá no fundo
e olhando para o mundo
não se vê quem pode opor

Alentejanos queridos
sempre que posso vou vê-los
não falam p’los cotovelos
nem são gentes de alaridos

Não sendo como formigas
não enchem o Alentejo
agrada-me quando os vejo
sem me mandar às urtigas

Agora que se fedeu
o 25 de Abril
estão vendo por funil
o que julgavam ser seu

Ilusões nem muitos têm
vida melhor quem lhes dera
porque aí estão os que vêm
comprar o que de outros era

São os outrora vizinhos
espanhóis, nossos irmãos
que apontam seus caminhos
à procura de outros chãos

Conformados já estão
os nossos alentejanos
pois outra Revolução
não trazem “nuestros hermanos”
O chaparro seguirá
no mesmo sítio quieto
sua sombra que lá está
deu ao avô, hoje ao neto

DESENCANTO... POR ENQUANTO!


Quando reflicto sobre tudo aquilo que ouvi ao longo de toda a minha existência, descubro que foi apenas uma pequena percentagem que contribuiu para aumentar positivamente os meus conhecimentos.
Não sei se valeu a pena perder tanto tempo para ganhar tão pouco.

IBÉRIA

Tenho de estar satisfeito com o caminho que estão a levar os contactos e os acordos que se têm visto ser desenvolvidos entre vários sectores governamentais de Portugal e de Espanha. É que, como sabem todos aqueles que vão seguindo as lutas que, desde há muito, tenho desenvolvido na minha actividade jornalística, a formação de uma espécie de Benelux na Península Ibérica, essa aproximação que, pouco a pouco, tem vindo a ser realizada, muita dela, é verdade, mais por necessidade imposta pelas circunstâncias do que por vontade voluntária sobretudo por parte do sector lusitano, esse abraço que, cada vez mais, se verifica ser apertado acabará, mantenho eu como inevitável, por fazer surgir, mais cedo ou mais tarde, o território que se poderá vir a chamar de Ibéria, constituído por toda a Península que, no mapa da Europa, se apresenta como sendo o mais bem situado e o qual não recebe nem recebeu nunca – vide os factos históricos – a simpatia dos outros países nossos parceiros no Continente, dada a concorrência em tamanho e em população que faz directamente no sector europeu.
Mas, tendo de terminar definitivamente a expressão que por cá se vai usando “de Espanha, nem bom vento nem bom casamento”, o bom senso acabará por fazer realizar a conveniência para os dois Países de unir forças e lutar contra as adversidades que as crises e as dificuldades de várias espécies criam.
A decisão tomada agora de os serviços de saúde espanhóis, situados na raia da fronteira connosco, passarem a atender os doentes portugueses que também residam nessas zonas, tal passo é de um significado transcendental. Já nascem do outro lado bébés portugueses que mantêm a nossa nacionalidade, assim como a assistência médica a doentes em estado crítico e a tratamentos oncológicos estão a ser realizados de comum acordo. Do mesmo modo, Elvas disponibiliza TAC’s aos vizinhos do outro lado e já dá formação a cerca de 60 médicos e 60 enfermeiros espanhóis.
É por isso que o acordo acabado de firmar para que os dois países ibéricos se candidatem conjuntamente à organização do Mundial de futebol em 2018, para além de dar que fazer aos estádios espalhados pelo nosso País e que não têm constituído rentabilidade aos milhões de euros que custaram, para lá desse passo mostra o mesmo acordo como o mais natural entre nós é que sejamos capazes de partir para iniciativas que constituam a junção de esforços e nos deixemos todos de preconceitos aljubarrotistas que, nos tempos que correm, só servem para nos manter afastados do resto da Europa e de eliminar, de uma vez, a barreira multi-secular dos Pirinéus.
Não vai ser assim tão fácil convencer os velhos do Restelo de que não vale a pena andarmos armados toda a vida em “padeiras de Aljubarrota”. O que é preciso é que fabriquemos o pão e, sobretudo, que o saibamos vender lá fora...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

TOMADA DE POSSE


Escrevi este texto mal acabei de assistir à tomada de posse de Obama. Mas, quando o quis incluir no meu blogue, o computador resolveu fazer-me a partida e “enguiçou”. Fui obrigado a esperar dois dias até que o técnico o pusesse a funcionar outra vez. Mas já não me apeteceu introduzir alterações prováveis. Segue assim mesmo.


Logo após o discurso de tomada de posse de Barak Obama, não pude resistir à tentação de expressar neste blogue a emoção que me causou e a sustentação da esperança de que a sua acção como Presidente dos E.U.A. vai ser marcada por uma actividade positiva, isto é, com uma determinada garantia de que a democracia, a igualdade e a liberdade serão respeitadas intransigentemente, não sendo levadas em conta as cores, as religiões ou a inexistência delas, as condições sociais, as nacionalidades, as tendências políticas, no que respeita às soluções a tomar.
Não foi um discurso de promessas, mas foram ditas palavras de compromissos e de pedidos de apoio e de ajudas. Sobretudo ao povo americano, a quem solicitou colaboração, trabalho, empenho, em lugar das costumadas petições de ajudas por parte dos cidadãos e dirigidas ao Estado. Que cada um faça o melhor, foi a solicitação de Obama, enquanto este prometeu dar de si tudo o que pudesse para que aquele momento representasse a partida para uma nova vida.
Grande parte da comunicação do novo Presidente serviu perfeitamente para um número enorme de cidadãos do mundo. E, no nosso caso, atrevo-me a escrever, por muito que se sintam diminuídos bastantes dos nossos políticos, que as suas palavras tiveram a utilidade de poderem ser seguidas pelos governantes que temos tido e, na situação actual portuguesa, para mostrar que é muito mais convincente mostrar humildade e não se ser arrogante do que utilizar os contactos com o povo apenas para publicitar os feitos anteriores e acusar os outros de incapacidade e de todos os defeitos que os partidos opostos lançam aos opositores. Todos se enganam e os que governam não se encontram ilibados de tal característica humana.
Ouvi as palavras que foram expandidas para todo o mundo e não consegui evitar a comparação no que a nós respeita. Como País pequeno que somos, em área mas também, não temo em afirmá-lo, na mentalidade, especialmente a política, este exemplo dado pelo 44.º responsável supremo pela Nação americana, que não hesitou em mostrar os erros que cabem à sua própria Pátria – como é o caso da prisão em Guantánamo, que já tinha garantido que encerraria -, o exemplo das suas afirmações representa bem a prova de que o seu sonho de meter as coisas nos eixos, para usar uma expressão só nossa e que é bem significativa, constitui uma amostra daquilo que poderá vir a assistir-se através da sua actuação como figura que tem grande preponderância na solução de situações internacionais complicadas. O caso do Médio Oriente é um deles e Obama não fugiu a referir-se a tal problema que, bem se pode imaginar, não deixará de lhe causar dores de cabeça.
De tudo que se passou, desde o início da campanha eleitoral norte-americana e até à tomada de posse do novel Presidente, sabendo-se mesmo que os naturais daquela grande e multifacetada Nação mantém, em bastantes aspectos, grande dissemelhança de comportamento com os europeus, para não falar dos outros, de tudo isso, sobressaiu a circunstância de que podemos encaixar perfeitamente as recomendações que saíram da boca do afro-americano (como muitos gostam de chamá-lo, mas mal) a quem não saiu propriamente um toto-milhões.
Sempre acharia enorme graça assistir à sua substituição por alguns dos nossos políticos, mesmo daqueles que se julgam bons palradores, podendo estar a pensar especialmente nalguns que “cagam sentenças” e que se julgam os maiores sábios do mundo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

DESENCANTO... POR ENQUANTO!!


Os políticos são uns mentirosos.
Quem é sincero não tem futuro como político profissional.
Para ser político é fundamental não ter receio de prometer o que não pode cumprir e saber disfarçar quando é posto perante o que foi incumprido.
Quem é sincero, quem é verdadeiro, quem não oferece o que não tem nem talvez venha a ter, quem é assim não pode ser um bom político.
Não arrasta multidões. Não encanta os desencantados.
A população gosta de ouvir promessas, adora que lhe pintem futuros coloridos, deixa-se arrebatar por ideais, por mais longínquos que estejam.
Políticos que não sabem pintar esses quadros, mais vale mudarem de actividade.
Não arrebatam multidões.

BURRA FEIA

Grandes olhos
bem expressivos
simpatia, essa aos molhos
em momentos bem furtivos
ancas firmes, reboludas
peitos de frango encorpados
sem necessidade de ajudas
pernas altas, bem formadas
cintura de bailarina
andar de gazela airosa
boca rasgada, bem fina
dentes de pedra preciosa
mãos fluentes, expressivas
quais belas pombas voando
mostrando que são activas
de tudo não destoando
bracinhos bem torneados
essa é ela, a beleza
a que deixa extasiados
fazendo perder firmeza
a todos, seja a quem for
sem sinais de bem gostar
muito menos tendo amor
que disso nem quer mostrar
quem o afirme há ainda
é um prazer para a vista
uma lembrança infinda
qual obra de grande artista

Porém,
mal deixa sair da boca
seja o que for para além
mesmo que coisa pouca
qualquer palavra que seja
aí, beleza que foste
tudo de mais sobeja
nem m’encostando ao poste
aguento ter de ouvir
cada palavra um erro
cada som de afligir
toda tu és um berro
misturando com gemidos
que saem em vez de voz
parecida com balidos
que só podem causar dós

Chego assim à conclusão
que mais vale mulher feia
deselegante, podão
gorda que nem baleia
mas que como companhia
seja um grande consolo
que nos encha de alegria
de cabeça com miolo
se a vista não se regala
ao menos enche os ouvidos
e a alma se exala
e afasta p’rós olvidos
as desgraças desta vida

Melhor que lindo e brilhante
só mulher feia,,, deslumbrante

BARAK OBAMA - EXPECTATIVA


Chegou, por fim, o dia tão esperado. Depois de um período de campanha eleitoral em que, a pouco e pouco, se foi consciencializando na opinião pública mundial a ideia de que, afinal o povo americano perdia aquela posição, que todos os de fora tinham como segura, de que existia nos E.U.A. uma estabelecida aversão à raça negra, após essa primeira fase em que Barak Obama se mostrou com a maior clareza, na imagem e nas palavras, começou a ficar claro que seria esse o candidato escolhido para presidir ao País que se encontrava envolto numa situação de culpado de muitas situações que tinham sido criadas pelo homem que se encontrara à frente dos seus destinos durante dois mandatos.
Não se pode concluir se o que se alterou na opinião americana foi a sua pouco preferência pela raça negra ou se terá sido o mau comportamento de George W. Bush que teve influência na escolha seguinte. Daí o ficar a dúvida se foi um que perdeu (embora não fosse concorrente desta vez) ou se terá sido o segundo que conseguiu a vitória pelo seu mérito. Mas, na verdade, já tanto faz.
O que é certo e seguro é que os olhos do mundo - e sempre foi assim por outras razões - se encontram fixados na actuação que, a partir de agora, o novo Presidente vai exercer. Mas também, como afirmei ontem, não se pode esperar que, de um dia para o outro, por mais enérgico e competente de que dê mostras, provoque uma reviravolta nos males que se espalharam por toda a parte e, repentinamente, aquilo que é uma estrondosa crise se transforme em benefícios. Mais do que nunca, é fundamental que o pessimismo que grassa pelo mundo não passe, repentinamente, para um optimismo desmedido. Porque o desconsolo dará resultados que podem transformar-se em suicídios colectivos.
Por mim e por agora, não pretendo adiantar mais quanto ao que se passará com o que é visto como um “salvador do mundo” e prefiro marcar a data da entrada em vigor do seu mandato, primeiro com o fim, mesmo que temporário, da disputa entre Hamas e Israelitas, e depois, com outra notícia que rapidamente correu a esfera terrestre: de que destacados intelectuais e artistas árabes terão enviado uma carta aberta à cantora representante israelita ao Festival da Canção, a árabe israelita que se apresentará como Judia Noa e cantará em árabe, hebraico e inglês, uma canção de mensagem de paz para o Médio Oriente, insistindo nessa carta-aberta para que a cantora não “colabore” com a posição israelita, fazendo-lhe propaganda.
Ora, são estes e outros problemas, que os Homens criam artificialmente, que provocam depois as desavenças com elevadas mortes, passando uns a praguejar contra os outros e a afirmar-se como sendo donos da única verdade, que é aquela que não pertence a nenhum dos conflituantes.
Que Barak Obama seja bem-chegado à Casa Branca, já que suporta sobre os ombros a enorme responsabilidade de retirar a ideia de que os americanos do Norte são donos do mundo. Mas que a sua influência e o seu poder possam e devam constituir uma ajuda importante para que as nações se entendam e terminem com as escaramuças que os dividem em muitos sítios. Quanto a isso, julgo eu, não haverá muita discordância.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A PAZ

Anda este mundo às avessas
Os homens nunca se entendem
Estão as cabeças possessas
Que do mal não se arrependem

A guerra está-lhes no sangue
Ambições, ódios primários
Deixar o povo exangue
Fazer das vidas calvários

Matam-se por guerras santas
Ao gosto de Satanás
Nem lhes doem as gargantas

De gritar qual Ferra Brás
E pergunta-se aos jamantas
Que é preciso pr’haver paz ?

DESENCANTO... POR ENQUANTO!

Quantas vezes sou assaltado pelo desejo de expressar toda a minha revolta quanto ao que considero estarem a ser cometidos erros pelos Homens.
Mas, para além de não me sentir dono absoluto da verdade, será que o mundo ganha alguma coisa pelo facto de dizermos aos outros aquilo que se pensa?
E, se ficarmos calados, por aí verificar-se-á algum benefício?

JA CHEGA HAMAS!...



Nesta fase de véspera da tomada de posse oficial de Barak Obama, na qualidade de presidente dos E.U.A., por muito que não se queira alinhar na euforia que corre por esse mundo fora e de que é prova a ocupação das primeiras páginas dos jornais de tudo que é sítio, a verdade é que se trata de uma matéria que não pode passar como que despercebida e, por isso, este singelo blogue lhe faz a devida referência e aguarda também pelo dia de amanhã para não deixar passar em branco a data que ficará gravada na memória de muitos, oxalá para bem, porque a expectativa é deveras grandiosa.
E, a propósito deste acontecimento, até parece que uma boa notícia se quis antecipar e surgiu, não só para contentamento dos habitantes da zona de Gaza, mas para aliviar muita gente que resiste a ficar indiferente às já tão frequentes disputas entre muçulmanos e outras tendências religiosas. Sim, porque isso é preciso ser dito, do lado do Islão é que se verifica maior animosidade em relação aos que não seguem a sua linha de Maomé e o contrário, mesmo quando o Cardeal Patriarca de Lisboa lança, como o fez, um aviso às raparigas do nosso País para terem atenção às consequências do seu casamento com um praticante daquela facção religiosa, o que provocou uma certa indignação, até natural, do lado apontado, apesar disso há que reconhecer que as diferenças de comportamento, sobretudo em relação às mulheres, não podem ser ignoradas.
Mas, o que importa nesta altura saudar é a declaração do Hamas de uma trégua provisória em relação a Israel, fazendo as suas exigências no capítulo da retirada das tropas adversárias do território que, embora não lhes pertencendo como sua nação, constitui uma zona que faz parte do seu campo de acção e de recepção dos apoios que lhes chegam através dos meios que, neste altura, os israelitas já destruíram e, pelo mar, acautelaram tal entrada.
Foi importante a intervenção diplomática por parte de alguns responsáveis superiores da política europeia e o bom acolhimento dado pelo presidente egípcio Hosni Mobarak, todos comprometidos a reconstruir a referida Faixa de Gaza, mas, a partir desta altura, resta saber até que ponto se desfez o ódio assumido pelos do mesmo Hamas, para que não recomecem de novo os ataques com rockets que lançam contra Israel. e o inverso também é desejável.
E é aí que talvez a actuação do novo presidente americano seja da maior importância, podendo dar mostras da sua capacidade – ou não! –, em lugar de actuar à maneira do seu antecessor, estilo Iraque, faça uso de uma capacidade de convencer os dois lados de que, quem quer uma vida tranquila não pode passar o tempo a incomodar os vizinhos, por muito que se detestem por motivos de incompatibilidade religiosa. Bem nos basta a crise, provocada pela área financeira. Outras que metam crenças é que não podem ser suportadas por ninguém

domingo, 18 de janeiro de 2009

ATRASADO

Estou de facto atrasado
já não vou chegar a tempo
se é que alguém está parado
por qualquer contratempo
eu que fui toda a vida
pontual, cumpridor
não era nesta corrida
que ia ser fautor.
Tenho ânsias de partir
porque aqui não faço nada
o que me resta é sair
pois já passou a minha vez
de ser útil
de acabar com o talvez
não quero mais parecer fútil
e de já não ter valor
pois agora só me resta
sem pavor
ver terminar a festa
sentar-me e contemplar
que isto de ir embora
é com paciência esperar
pelo dia e pela hora
e se não foi antes, então
é porque era esse o destino
e ninguém tem na própria mão
o fim de ser peregrino

Pelo comboio eu aguardo
bem sentado na estação
não vale a pena ir-me embora
assim fico mais à mão
e como o que eu não quero
é lugar sentado, marcado
o que pedi e espero
é que o lume seja ateado
p’ra nada de mim restar
nem ninguém por mim chorar

Estou atrasado, é tarde
bem queria antes partir
sempre sem fazer alarde
é o caminho a seguir
andei de relógio em punho
p’ra cumprir a minha sina
não preparei nem rascunho
porque morrer é rotina
o próprio não manda nela
como também p’ra nascer
pertence tudo à novela
do fazer e desfazer

Tudo tem a sua altura
mesmo sem nos conformarmos
ter cumprido a aventura
de esperar por abalarmos
é o preço que se paga
que não é igual p’ra todos




DESENCANTO... POR ENQUANTO!

Se eu fosse uma pessoa muito conhecida, dessas que quando saem à rua, todos se voltam para confirmar se é quem parece e que, nos locais mais fechados, como nos centros comerciais, por exemplo, param, fazem um sorriso, procuram meter conversa e até pedem um autógrafo, se eu fosse um desses não sei como me comportaria.
Possivelmente mal. Ou bem? Enaltecia o meu ego ou fazia-me sentir desconfortável?
Levanto esta dúvida porque toda a gente assiste às figuras que fazem aqueles para se tornarem personalidades públicas.
Não têm no seu activo qualquer feito que os coloque acima da mediania, não se distinguem da generalidade por serem melhores do que os outros mortais, só conseguem dar nas vistas através de excentricidades, dos disparates que dizem, de exibicionismos, sempre, claro, diante das câmaras de televisão e dos fotógrafos das revistas ditas “light”, sempre que os apanham em qualquer manifestação social, onde fazem questão de não faltar.
Essa classe de gente faz tudo para ser notada e, por isso, sente enorme prazer em ser apontada quando está no meio do público.
É para isso que se levantam da cama, tarde, porque as noites se prolongam até de madrugada, em tudo que é local de afluência.
Não sei se tenho dó ou se me provoca repugnância esse género de indivíduos, eles ou elas – porque há dos dois sexos -, que é difícil imaginar como vivem e de que vivem, muito embora sejam hábeis em truques de usar roupa emprestada, ter sempre alguém a que se encostam para conseguir alguns favores e sempre vão comendo nos “cocktails” que frequentam.
Até há os que dizem que levam atrevidamente os copos para casa!
A mim, deixem-me passar despercebido.
É que não fiz nada de jeito para ser famoso, nem mesmo um bom desfalque ou um crime merecedor de ser propagandeado na comunicação social.
Sou, afirmo-o convicto, um Zé-ninguém.




MILAGRE, PRECISA-SE!



Aproxima-se o dia em que a esperança que muitos milhões de habitantes do mundo sustentam de assistir à mudança completa do estado deplorável daquilo a que se chegou nesta altura, será a partir de terça-feira próxima, quando se presenciar o espectáculo habitual do juramento do novo Presidente dos E.U.A., que talvez volte a renascer a vontade de se continuar a manter a vida com agrado.
Barak Obama, nesta altura, constituirá tal expectativa, sobretudo depois de Bush ter sido colocado no lugar de onde nunca deveria ter saído.
Atrevo-me, porém, neste espaço que não tem a veleidade de sustentar a verdade absoluta, eu que só sei que não sei nada, mesmo assim julgo que será prudente não depositarmos todas as nossas esperanças num só homem e não ficarmos a aguardar que os problemas que envolveram a Terra serão solucionados de um dia para o outro e todas as resoluções que sejam tomadas a partir daí, das medidas que venham a surgir de Washington, que nos atingirão no sentido positivo e que poderemos ficar descansados só pelo facto de o mundo se ter visto livre do homem que, coitado, foi uma má escolha dos americanos na altura em que a Democracia naquele País julgou que tinha dado um passo certo.
É preciso tomarmos consciência de que, por cá, não vão baixar assim, de um dia para o outro, os nossos males e que, por exemplo, os 500 mil desempregados que já fazem parte das estatísticas oficiais arranjarão trabalho, assim como, só pelo facto de nos encontrarmos num ano de eleições, a mudança que se operar, ou não, na área partidária trará enormes benefícios, da mesma maneira que, quanto a número de representantes na Assembleia da República, nas Câmaras e nos chorudos lugares em Bruxelas, essas alterações que terão provavelmente influência no Governo que tomará posse, na continuação de maioria do Executivo ou dar-se-á um volte-face que deixe à boleia das combinações subterrâneas que forem conseguidas à custa de favores que surgirão de um lado e de outro.
É fundamental que o Povo tome consciência de não será por obra e graça do acto de posse na terça-feira na capital norte-americana, que nós, os habitantes deste rectângulo, vamos mudar completamente uma situação que vem de trás, de muito de trás, e que não foi uma Revolução em 1974 que conseguiu mudar a forma de ser de que somos possuídos e cujo culpado já nem será só o tal rei que bateu na mãe.
Claro que esta afirmação não é comungada por todos. Enquanto houver gente que faz finca-pé em dividir a população em trabalhadores e os outros, e em que nem os que estão incluídos na primeira divisão, enquanto não emigram não dão mostras de grande vontade de produzir, pois os outros, os políticos, os sindicalistas, os chefes partidários, esses também não sofrem os efeitos do suor no trabalho, enquanto esse "deixa andar" persistir em fazer parte do nosso dia-a-dia, não se verificará nada de fundamental neste torrão que é a nosso nacionalidade.
E digam lá que eu não sou produtivo em prosa. É que também nasci por cá!...E conheço-me a mim e aos meus compatriotas. Só que não disfarço...

sábado, 17 de janeiro de 2009

A CORJA

A terra está cheia dessa gente
Que se julga melhor e dominante
Que atropela todos pela frente
E olha o mundo, altivo, do mirante

Não ouve, não pára, não se importa
Com caminhos que outros lhes indicam
Dos princípios faz sempre letra morta
E galhofa quando alguns criticam

Será a maioria ? Pois que seja
Nem por isso lhes devem dar razão
0 preciso é apagar essa forja

Por mim não lhes tenho qualquer inveja
Nem me apetece apertar a mão
Dessa gentinha que é uma corja